A sorte sorriu para Nyck de Vries, que conquistou uma vitória de certa forma surpreendente na corrida 2 do eP de Tóquio. O neerlandês era líder nas voltas finais, só que parecia presa fácil para Jake Dennis, que vinha em terceiro, mas tinha Modo Ataque ativado e estava com faca e queijo na mão para superar Nick Cassidy e arrancar a vitória de Nyck. Porém, a prova foi interrompida por conta de uma batida entre Edoardo Mortara e Joel Eriksson que neutralizou a potência extra do britânico. Na relargada, o piloto da Mahindra manteve a posição para ficar com a vitória.
Na saída dos boxes para a volta final da corrida, ninguém quis arriscar nada, então não houve mudanças de posição no pelotão dianteiro. Com isso, Cassidy e Dennis cruzaram a linha de chegada logo atrás de De Vries e completaram o pódio.
Oliver Rowland e Jean-Éric Vergne completaram o top-5. Norman Nato, Sébastien Buemi, Nico Müller, Taylor Barnard e Maximilian Günther fecharam o grupo dos dez primeiros, que marcaram pontos na corrida deste domingo (26). Buemi, porém, foi punido com 5s após o fim da prova e despencou para o 15º lugar, empurrando Zane Maloney para a zona de pontos.
Quem terminou a prova com motivos de sobra para insatisfação foi Mitch Evans. O piloto da Jaguar vinha de uma jornada extremamente complicada, sem conseguir tirar proveito de nenhuma ativação do Modo Ataque e caminhando para não pontuar. De quebra, ainda ficou sem bateria na última volta, estacionou na pista e sequer viu a bandeira quadriculada.
Felipe Drugovich não teve a mesma corrida de recuperação que Dennis, mas também consegiu evoluir bem. Após largar em 18º, chegou a figurar no top-10 na reta final da prova, mas cruzou a linha de chegada em 11º. A nota negativa é que o brasileiro acabou excedendo o limite de velocidade durante uma bandeira amarela e levou punição de 5s, que inicialmente foi revertida com a perda de três posições no grid de largada em Londres, mas a FIA voltou atrás e o jogou para 16º. Lucas Di Grassi também teve boa atuação neste domingo. O piloto da Lola Yamaha não teve ritmo para brigar por pontos, mas conseguiu cruzar a linha de chegada em 13º após largar em 19º.
A Fórmula E retorna entre os dias 15 e 16 de agosto, com a última etapa da temporada 2025/26, a rodada dupla do eP de Londres. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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Como foi a corrida 2 do eP de Tóquio:
A chuva voltou a cair em Tóquio após o término da classificação. Por conta disso, toda a evolução da pista durante a tarde japonesa foi por água abaixo e o traçado estava inteiramente molhado antes da corrida.
Ainda assim, a chuva diminuiu a tempo, então a programação não sofreu atrasos. Porém, a prova começou atrás do safety-car, assim como ocorreu em Xangai. Os pilotos deram apenas uma volta de reconhecimento atrás do carro de segurança e pararam no grid para realizar o procedimento de largada — mas, dessa vez, sem o burnout.
Quando as luzes se apagaram, Da Costa tentou botar por dentro, mas Mortara conseguiu defender a liderança. Quem conseguiu ganhar posições foi Evans, que pulou de 7º para 5º. Outro candidato ao título Wehrlein também ganhou um posto, deixando o companheiro de equipe Müller para trás e subindo para 11º.
Logo na segunda volta com bandeira verde — terceira no total — já houve ativações do Modo Ataque, com Da Costa, Rowland, Wehrlein e Müller. No giro seguinte, o português deixou Mortara para trás e assumiu a liderança. Os demais também começaram a ganhar posições, mas não conseguiram chegar no top-5, já que Nato teve dificuldades de acompanhar os líderes no início, o que levou a formação de dois pelotões separados em pista.

A Jaguar orientou Da Costa a não poupar bateria no momento, então o #13 forçou o firmo e abriu 4s de vantagem na liderança. Lá atrás, Dennis teve uma postura conservadora apesar de ser o postulante ao título a largar mais atrás e ganhou apenas duas posições nas primeiras voltas.
Vergne também foi um dos que acionou o Modo Ataque precocemente e entrou no top-10. Ao término da potência extra desse bloco de pilotos, a zona de classificação tinha Da Costa, Mortara, Ticktum, Barnard, Evans, Wehrlein, Rowland, Müller, Vergne, De Vries. Poucas mudanças de posição, já que ninguém quis arriscar muito por conta da pista molhada.
Ticktum reclamou da aderência no rádio. O britânico visivelmente sofria com o ritmo da Cupra Kiro e viu Mortara abrir mais de 4s de vantagem, formando mais um bloco separado. Barnard aproveitou as dificuldades do #33 e tomou a terceira posição na abertura da 11ª volta. Evans também tentou a ultrapassagem, mas não encontrou espaço e ficou preso.
Quem se beneficiou dessa situação foi justamente Barnard, que aproveitou a folga gerada pelo atraso que Ticktum causava em Evans e Wehrlein para poupar bateria e, na volta 14, já tinha 3% de energia a mais que Da Costa e Mortara. O suíço, inclusive, ativou o Modo Ataque e partiu para cima para buscar o piloto da Jaguar.

Para azar do suíço, Martí bateu na chicane das curvas 16 e 17 após ser tocado por Buemi, o que gerou uma full course yellow na hora que Mortara encostou em Da Costa e preparava o ataque para retomar a liderança. Com isso, perdeu 1min30s de Modo Ataque. Quem teve um pouco mais de sorte foi Evans, que conseguiu superar Ticktum instantes antes da neutralização da prova.
A bandeira verde foi acionada na volta 16. Na abertura do giro seguinte, Barnard e Ticktum ativaram o Modo Ataque. Pouco depois, o britânico conseguiu a ultrapassagem sobre Evans e retomou o quarto lugar.
Na volta 19, Barnard alcançou os líderes e superou Mortara. Poucas curvas depois, deixou Da Costa para trás e assumiu a liderança da corrida. Na passagem seguinte, Evans fez a ativação do Modo Ataque, mas viu Rowland surgir do nada e se meter no meio da briga. O neozelandês acabou ficando preso atrás do atual campeão e perdeu muito tempo.
Se a corrida de Drugovich já estava fadada a ser difícil por largar em 18º, o brasileiro se complicou ainda mais ao receber uma punição de 5s por ultrapassar o limite de velocidade durante período de bandeira amarela. Mais na frente, o drama de Evans seguiu: sem conseguir ultrapassar Rowland durante todo o tempo com Modo Ataque, precisou tirar o pé para não ultrapassar a meta energética e despencou para oitavo. Em contrapartida, o britânico tinha vantagem de bateria, pisou fundo e pulou para a segunda posição, deixando Mortara e Da Costa para trás.

Barnard fez a segunda ativação do Modo Ataque na volta 25, abdicando da liderança. Assim como Evans, teve bastante dificuldade atrás do piloto da Nissan e não apenãs não conseguiu retomar a ponta, como passou a ser ameaçado por Vergne.
Quem conseguiu aproveitar o Modo Ataque foi De Vries, que escalou o top-5 e, ao contrário dos rivais, conseguiu deixar Rowland para trás e assumiu a liderança. Quem também se agigantou foi Dennis, que viu a postura conservadora do início da prova compensar e aproveitou a vantagem energética para se colocar com força no pelotão dianteiro. Na 30ª volta, acionou o Modo Ataque e — com mais bateria e tempo de potência extra à disposição — partiu à caça dos líderes.
Quando parecia que o britânico da Andretti se colocava como favorito para vencer, tudo mudou. Mortara tocou a traseira de Eriksson na curva 8, jogou o sueco no muro e causou um engavetamento que bloqueou totalmente a pista. O incidente forçou uma bandeira vermelha a duas voltas do fim.
Na relargada, ninguém quis assumir riscos. De Vries conseguiu manter a liderança e recebeu a bandeira da frente, garantindo a segunda vitória na temporada. Cassidy, que ainda não havia sido engolido por Dennis e o Modo Ataque na hora da neutralização, ficou em segundo e garantiu mais um pódio neste emotivo fim de semana para a Citroën — o primeiro após a morte do ex-chefe Cyril Blais.

Apesar da frustração de ter o ímpeto freado pela bandeira vermelha, Dennis terminou a prova mais feliz que qualquer piloto. O britânico subiu ao pódio, em terceiro, e viu quase todos os concorrentes ao título zerarem — exceção feita a Rowland, que concluiu a prova logo atrás, em quarto. Com isso, o piloto da Andretti deixa Tóquio na liderança do Mundial de Pilotos, com apenas a rodada dupla de Londres pela frente.
Fórmula E 2025/26: resultado da corrida 2 do eP de Tóquio
| POS | Piloto | Equipe | Dif |
| 1 | N DE VRIES | Mahindra | 34 voltas |
| 2 | N CASSIDY | Citroën | +0.683 |
| 3 | J DENNIS | Andretti | +0.958 |
| 4 | O ROWLAND | Nissan | +2.662 |
| 5 | J.E VERGNE | Citroën | +2.960 |
| 6 | N NATO | Nissan | +3.430 |
| 7 | N MÜLLER | Porsche | +4.194 |
| 8 | T BARNARD | DS Penske | +4.702 |
| 9 | M GÜNTHER | DS Penske | +5.140 |
| 10 | Z MALONEY | Lola Yamaha | +6.049 |
| 11 | L DI GRASSI | Lola Yamaha | +6.349 |
| 12 | D TICKTUM | Cupra Kiro | +6.826 |
| 13 | P WEHRLEIN | Porsche | +8.375 |
| 14 | A.F DA COSTA | Jaguar | +8.535 |
| 15 | S BUEMI* | Envision | +8.799 |
| 16 | F DRUGOVICH* | Andretti | +10.604 |
| 17 | M EVANS | Jaguar | Abandonou |
| 18 | E MORTARA | Mahindra | Abandonou |
| 19 | J ERIKSSON | Envision | Abandonou |
| 20 | J MARTÍ | Cupra Kiro | Abandonou |
*Punido com 5s