Apresentada em agosto de 2023, a disputa judicial entre McLaren e Álex Palou entrou no capítulo que tende a ser o último, com o início do julgamento em Londres, na Inglaterra, após anos sem um acordo entre as partes. A equipe de Woking pede uma indenização de US$ 19,7 milhões (R$ 104,84 milhões na cotação atual) por perdas e danos após o espanhol se recusar a assumir o contrato assinado — primeiramente para 2023 e, após acordo com a Ganassi, mudado para 2024 —, enquanto a defesa do tetracampeão da Indy alegou que os valores estão superdimensionados pelo time comandado por Zak Brown.
Em 2022, Palou surpreendeu ao anunciar um acordo com a McLaren para o ano seguinte, mesmo com a Ganassi garantindo que tinha um contrato vigente com o espanhol para 2023. Em primeiro momento, o time de Chip Ganassi entrou na justiça para garantir a permanência de Álex, o que acabou em um acordo entre as partes: Palou ficaria na Ganassi, enquanto seria reserva da McLaren na F1, se tornando exclusivo do time de Woking à partir de 2024 para também ser titular na Indy.
Em meio a temporada 2023 da Indy, Palou comunicou a McLaren que não cumpriria o acordo para 2024, renovando o contrato com a Ganassi. Zak Brown respondeu que o caso entraria na esfera jurídica — de início, o dirigente falava em US$ 30 milhões (cerca de R$ 160 milhões) de prejuízo. Desde então, um acordo entre as partes foi sugerido, mas nunca encontrado.
A McLaren chegou ao valor de US$ 19,7 milhões com base na queda de receitas de patrocínios com a rejeição de Palou em assumir o contrato, assim como a redução do pagamento de fabricantes, a necessidade de contratar pilotos para substituir o espanhol, o aumento de salários aos competidores já na equipe, o bônus de US$ 400 mil (R$ 2,13 milhão na cotação atual) pela assinatura e os custos com os testes na Fórmula 1 — Álex chegou a acelerar no TL1 do GP dos EUA da F1 de 2022.

Palou admitiu ter rompido o contrato, mas, por meio dos advogados, alegou que o valor pelas supostas perdas da McLaren estão bastante inflados, indicando que qualquer prejuízo já tenha sido mitigado — ou seja, o espanhol sugeriu que não houve qualquer dano financeiro para a equipe.
A defesa do piloto destacou que o time de Woking quer levar o tetracampeão da Indy à falência. Em contrapartida, a McLaren apontou que a Ganassi teria concordado em cobrir qualquer valor que o tribunal determinasse.
O cronograma aponta que o julgamento terá duas semanas. Na primeira, cada parte apresenta as informações ao juiz, enquanto a segunda será para ouvir testemunho de especialistas e possíveis depoimentos adicionais — a semana seguinte será de pausa, o que pode atrasar o veredicto. Estima-se que o resultado deve sair entre novembro deste ano e o início de 2026.
Entre os especialistas que serão ouvidos, foram convocados nomes com experiência dentro da Indy e F1. Por parte da categoria norte-americana, estão o empresário Julian Jakobi e o executivo Brian Marks, enquanto Otmar Szafnauer, ex-chefe da Force India e Alpine, e Claire Williams, ex-comandante da Williams, foram indicados como as autoridades sobre o mercado da F1.
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