A Mercedes terminou a quinta-feira (24) de atividades do GP do Azerbaijão como favorita à pole-position. Além de liderar os dois treinos livres com George Russell, a equipe alemã aparece na frente da simulação de ritmo de classificação elaborada com os dados coletados pela Fórmula 1 em Baku.
O levantamento coloca a Mercedes como referência, 0s25 à frente da McLaren. A Red Bull aparece logo depois, com uma desvantagem estimada em 0s31, enquanto a Ferrari completa o grupo das quatro primeiras a 0s42.
A projeção indica, portanto, uma disputa consideravelmente mais apertada do que a tabela do TL2 sugeriu. Russell encerrou a sessão com 1min43s347, abrindo 0s552 sobre Andrea Kimi Antonelli e 0s827 em relação a Max Verstappen. Lando Norris, melhor representante da McLaren, terminou a 1s484.
Ritmo projetado para a classificação em Baku
| Posição | Equipe | Diferença projetada |
|---|---|---|
| 1 | Mercedes | Referência |
| 2 | McLaren | +0s25 |
| 3 | Red Bull | +0s31 |
| 4 | Ferrari | +0s42 |
| 5 | Racing Bulls | +1s21 |
| 6 | Alpine | +1s43 |
| 7 | Audi | +1s50 |
| 8 | Haas | +1s74 |
| 9 | Williams | +2s15 |
| 10 | Cadillac | +2s51 |
| 11 | Aston Martin | +2s75 |
Os números reforçam a condição da Mercedes como favorita, mas não apontam para um domínio absoluto. McLaren, Red Bull e Ferrari aparecem dentro de 0s42, margem que pode ser alterada facilmente pelo vácuo, pela evolução da pista ou por uma pequena diferença na preparação dos pneus.
A projeção também ajuda a explicar por que a própria Mercedes minimizou a vantagem vista no TL2. Bradley Lord, vice-chefe da equipe, lembrou que Russell e Antonelli conseguiram completar mais tentativas com pneus macios do que alguns dos principais adversários.
“Sinceramente, não acho que essa diferença seja representativa. Fizemos mais voltas rápidas com os pneus macios no TL2. Max teve apenas uma tentativa, assim como as McLaren, então provavelmente não dá para tirar muitas conclusões disso”, explicou Lord, em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Baku.
O dirigente destacou que os tempos continuaram baixando conforme os pilotos completavam novas voltas. Assim, Russell e Antonelli tiveram uma vantagem circunstancial ao extrair mais da evolução da pista e dos pneus.
“Cada vez que você fazia uma volta rápida, os tempos melhoravam. Fizemos uma tentativa a mais que todos os outros e, por isso, provavelmente conseguimos extrair um pouco mais da pista e dos pneus”, acrescentou.
Mesmo com essa ressalva, a Mercedes apresentou um carro competitivo em todos os principais trechos do circuito. Russell liderou tanto o TL1 quanto o TL2 no Azerbaijão, enquanto Antonelli conseguiu completar a dobradinha na segunda sessão apesar do tempo perdido devido a um problema hidráulico.
McLaren está mais perto do que parece
A simulação representa uma notícia positiva para a McLaren. Norris terminou o TL2 apenas em sexto e disse que a equipe estava “a quilômetros” da Mercedes, mas o ritmo projetado para classificação reduz a diferença de quase 1s5 para somente 0s25.
O britânico enfrentou problemas no assoalho durante o TL1 e a McLaren precisou adotar uma solução provisória para permitir que o carro voltasse à pista. Isso limitou a preparação de Norris e tornou o resultado bruto menos representativo.
“Estamos a quilômetros de distância. Relativamente, estamos onde esperávamos, mas ficar 1s5 atrás do ritmo é uma porcaria”, lamentou Norris, que classificou a diferença para a Mercedes como uma “facada no coração”.
A Red Bull também aparece na disputa. Verstappen ficou em terceiro no TL2 e encerrou o dia satisfeito com as atualizações levadas pela equipe para Baku. A projeção coloca o time austríaco somente 0s06 atrás da McLaren e 0s31 distante da Mercedes.
Já a Ferrari surge um pouco mais afastada, mas ainda dentro de uma margem recuperável. Charles Leclerc terminou o TL2 em quarto, enquanto Lewis Hamilton foi o quinto. Os dois pilotos reclamaram do equilíbrio e da falta de velocidade do carro, mas a projeção de 0s42 mantém a escuderia na briga pelas duas primeiras filas.
Audi aparece somente como sétima força
No pelotão intermediário, a Racing Bulls aparece como quinta força, a 1s21, com vantagem sobre Alpine, Audi e Haas. A diferença de 0s79 entre a Ferrari e a Racing Bulls também sugere uma divisão clara entre as quatro primeiras equipes e o restante do grid.
A Audi de Gabriel Bortoleto aparece apenas na sétima posição, com uma desvantagem estimada em 1s50. O resultado aumenta a preocupação depois da estreia do amplo pacote de atualizações do R26 em Baku.
Bortoleto foi décimo no TL1, mas caiu para 14º no TL2, uma posição à frente de Nico Hülkenberg. O brasileiro relatou falta de aderência e admitiu que a equipe ainda precisa compreender quais mudanças funcionaram conforme o esperado.
A projeção coloca a Audi 0s07 atrás da Alpine, mas 0s24 à frente da Haas. Isso significa que a equipe alemã ainda pode disputar uma vaga no Q2, embora a briga pelo Q3 dependa de uma evolução significativa durante a noite.
A Aston Martin ocupa a última posição da simulação, 2s75 atrás da Mercedes. O resultado acompanha as dificuldades apresentadas por Fernando Alonso e Lance Stroll, que terminaram o TL2 nas duas últimas colocações e ainda carregam punições por trocas de componentes da unidade de potência.

Por que a simulação não determina o grid?
A estimativa utiliza os dados coletados durante os treinos para projetar o desempenho de cada equipe em condições de classificação. O modelo tenta reduzir o impacto de fatores como programas diferentes, quantidade de combustível e momento de utilização dos pneus.
Ainda assim, a simulação não representa uma previsão exata do grid. O levantamento apresenta o ritmo estimado das equipes, e não a capacidade individual de cada piloto para produzir uma volta perfeita.
Em Baku, o vácuo na reta de 2,2 km pode valer vários décimos. Tráfego, bandeiras amarelas, temperatura dos pneus e disponibilidade de energia elétrica também interferem diretamente no resultado. A previsão de rajadas fortes de vento adiciona outro elemento de imprevisibilidade para a classificação.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP do Azerbaijão AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO está in loco com o repórter Leonid Kliuev.
GP do Azerbaijão de F1: veja os horários no Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
Sexta-feira (25)
- Treino livre 3: 05:30
- Classificação: 09:00
Sábado (26)
- Corrida: 08:00
Horários em Cabo Verde
Sexta-feira (25)
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
Sábado (26)
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
Sexta-feira (25)
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
Sábado (26)
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
Sexta-feira (25)
- Treino livre 3: 10:30
- Classificação: 14:00
Sábado (26)
- Corrida: 13:00
*Horários de Brasília
F1 hoje: perguntas frequentes
Que horas começa o GP do Azerbaijão de F1 2026?
A corrida começa às 8h de Brasília, no sábado, 26 de setembro.
Por que o GP do Azerbaijão será disputado no sábado?
A programação foi antecipada para não coincidir com o Dia da Memória, data nacional de luto celebrada no Azerbaijão em 27 de setembro.
Onde acontece o GP do Azerbaijão de F1?
A prova acontece no Circuito Urbano de Baku, traçado de rua localizado na capital do Azerbaijão.
Qual equipe é favorita à pole no GP do Azerbaijão?
A simulação de ritmo coloca a Mercedes como favorita, 0s25 à frente da McLaren.