Ayao Komatsu saiu em defesa de Esteban Ocon após a Haas anunciar que não contará com o francês para a temporada 2027 da Fórmula 1. Embora tenha decidido encerrar a parceria ao fim do ano, o chefe da equipe destacou a velocidade e o pensamento coletivo do piloto e afirmou que o foco, agora, está em ajudá-lo a terminar a temporada em alta.
A Haas anunciou na quarta-feira (30) a saída de Ocon ao fim da temporada. A notícia era esperada, já que o time estadunidense busca ativamente por um substituto há meses e até realizou um teste em Portugal para analisar candidatos. Neste momento, o brasileiro Rafael Câmara é favorito ao assento.
Apesar da saída, o francês afirmou que a decisão não representa o fim da carreira na F1 e disse acreditar que merece continuar no grid. Para 2027, porém, as opções estão escassas. A Racing Bulls é a única outra equipe que ainda não tem dupla confirmada, mas, como time ‘júnior’ da Red Bull, limita sua escolha aos jovens pilotos do grupo e já tem Liam Lawson, Arvid Lindblad e Nikola Tsolov na briga por duas vagas.
Diante desse contexto, Komatsu tentou evitar que a saída se torne um assunto recorrente. O chefe da equipe afirmou que não pretende dar margem para declarações que possam ser tiradas de contexto e acabar prejudicando o francês nas últimas etapas do campeonato.
“Quando olhamos para o quadro geral, para mim, era hora de fazer uma mudança. Mas, em termos da velocidade que ele tem, não há dúvida do desempenho que Esteban consegue produzir quando tudo se encaixa. Não quero entrar em detalhes específicos, tudo o que estou dizendo é que a velocidade está lá e ele mostrou que consegue atuar no mais alto nível”, afirmou.
“Se disser certas coisas, tenho certeza de que vão pegar partes específicas, tirá-las do contexto e escrever o que quiserem. Então, não vou deixar isso acontecer, porque o que é melhor para a equipe é oferecer o melhor ambiente possível para Esteban no restante da temporada e mantê-lo 100% focado em cada corrida para performar”, emendou.

Komatsu também afirmou que a postura de Ocon no GP do Azerbaijão mostrou que a decisão de não renovar não alterou a capacidade do piloto de trabalhar em favor da equipe. Em Baku, o francês recebeu uma orientação para diminuir o ritmo e auxiliar Oliver Bearman na disputa com Arvid Lindblad.
“Ele precisa mostrar ao mundo o quão rápido é e também provou em Baku que é um grande jogador de equipe quando precisamos que ele recuasse um pouco para que Oliver pudesse usar o Modo Ultrapassagem porque estava sob pressão de Lindblad”, explicou.
“Ele fez isso imediatamente e perguntou: ‘É suficiente?’. Eu respondi: ‘Sim, foi suficiente’. Então, ele conseguiu mostrar ao mundo a velocidade que tem e, mesmo depois de anunciarmos que ele sairá, mostrou que pode ser um jogador de equipe”, relatou.
Por fim, garantiu que o fim da parceria não representa uma sentença de que a decisão de contratá-lo foi errada. O dirigente explicou que Ocon trouxe uma experiência que ainda não fazia parte da estrutura da equipe e, com isso, foi capaz de ajudar no desenvolvimento de Oliver Bearman.

“Ele foi o primeiro piloto contratado pela equipe que já tinha vencido corrida. Ele trouxe essa experiência, essa dimensão que não tínhamos como equipe, e depois tivemos a combinação de Esteban, com dez anos de experiência e um vencedor de corrida, um piloto comprovadamente capaz de chegar ao fim, com um novo talento empolgante em Oliver”, disse.
“Ele não parece mais um novato, e essa foi uma combinação muito boa. Estou feliz por termos contratado Esteban há um ano e meio. Agora, o foco está nas oito corridas que faltam e em terminar em alta. Ele e a equipe merecem isso. Tenho certeza de que, se estivermos focados nisso sem qualquer outro ruído, podemos conseguir”, concluiu.
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