A Ferrari sempre foi vista como o grande sonho de pilotos e chefes de equipe ao longo da história da Fórmula 1, mas esse não parece ser o caso para Max Verstappen. Embora tenha demonstrado respeito por tudo o que o time de Maranello representa para o esporte, o tetracampeão mundial explicou que se sente muito mais motivado em ajudar a Red Bull a retornar ao topo nos próximos anos.
Com 16 títulos do Mundial de Construtores e 15 do de Pilotos, a escuderia atualmente comandada por Frédéric Vasseur é a única que está na categoria ininterruptamente desde as primeiras corridas, em 1950. Devido ao grande apelo da marca, Lewis Hamilton, por exemplo, abriu mão de uma parceria longeva e bem-sucedida com a Mercedes para tentar a sorte com o macacão vermelho, algo que também estava nos planos de Ayrton Senna, que infelizmente não teve tempo de realizá-lo.
Mais recentemente, Christian Horner, ex-comandante da Red Bull, destacou que aceitaria o cargo de chefia na Ferrari mesmo sem ter participação acionária na equipe — uma condição estabelecida por ele mesmo para retornar à F1. “É a marca mais importante da categoria. É um sonho”, disse o britânico na ocasião.
Mas se engana quem pensa que todos almejam a mesma coisa. Em entrevista à agência de notícias Press Association, Verstappen, que recentemente renovou o contrato com o time taurino até 2030, foi questionado se em algum momento cogitou a possibilidade de se mudar para Maranello.
“Só quero vencer. Não sou do tipo nostálgico. Tenho muito respeito pela marca [Ferrari]? Com certeza. Mas, se isso significa que você vai se comprometer com a equipe e disputar o quinto ou o sexto lugar, qual é o sentido?”, respondeu.
“Sou muito movido por desempenho e já conquistei muita coisa com esta equipe. A Red Bull é uma segunda família para mim, e o desafio de reconstruir o time é o que me motiva”, seguiu.

Após longos meses de negociações, Fernando Alonso foi outro piloto que decidiu permanecer onde está para 2027. Isso significa que o bicampeão terá 46 anos de idade e 24 de F1 quando o novo contrato com a Aston Martin se encerrar ao fim da próxima temporada. Será que Verstappen deseja seguir os mesmos passos do espanhol?
“Se eu ficar aqui até lá, isso significaria ter dedicado mais da metade da minha vida à F1, e provavelmente seria um pouco demais. Renovei por mais alguns anos e, depois disso, vou reavaliar e me perguntar: ‘Consigo me comprometer 100%?’ Se não, ou se houver outras coisas divertidas que mereçam mais do meu tempo, talvez eu não continue”, esclareceu.
“Também quero passar mais tempo em casa e ver meus filhos crescerem”, completou.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 9 a 11 de outubro, com o GP de Singapura, 17ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Marina Bay AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Horários do GP de Singapura de F1 2026
O GP de Singapura acontece de 9 a 11 de outubro, em Marina Bay, com treino livre, classificação da sprint, sprint, classificação e corrida.
| Dia | Sessão | Brasil | Portugal | Angola | Cabo Verde | Moçambique |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sexta-feira, 9/10 | Treino livre | 5h30 | 9h30 | 9h30 | 7h30 | 10h30 |
| Sexta-feira, 9/10 | Classificação da sprint | 9h30 | 13h30 | 13h30 | 11h30 | 14h30 |
| Sábado, 10/10 | Sprint | 6h | 10h | 10h | 8h | 11h |
| Sábado, 10/10 | Classificação | 10h | 14h | 14h | 12h | 15h |
| Domingo, 11/10 | Corrida | 9h | 13h | 13h | 11h | 14h |
Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.