- Audi ficou, em média, a 0,88% da melhor volta do Q1 nas 17 etapas analisadas, contra 2,66% da Cadillac.
- Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg tiveram quatro eliminações no Q1, enquanto Sergio Pérez e Valtteri Bottas somaram 34.
- As duas equipes reduziram a distância para a melhor marca entre as primeiras oito e as nove etapas seguintes da temporada.
A Audi apresentou desempenho superior ao da Cadillac nas classificações da temporada 2026 da Fórmula 1. Um levantamento do GRANDE PRÊMIO com os tempos de Gabriel Bortoleto, Nico Hülkenberg, Sergio Pérez e Valtteri Bottas nas 17 etapas disputadas até Singapura mostra que a fabricante alemã ficou mais próxima da melhor volta do Q1 em todos os GPs analisados.
Considerando o melhor resultado de cada dupla em cada etapa, a Audi registrou uma diferença média de 0,88% para a melhor marca do Q1, enquanto a Cadillac ficou a 2,66%. O levantamento também aponta uma diferença no número de eliminações na primeira fase da classificação: os pilotos da Audi somaram quatro, contra 34 da equipe norte-americana.
Apesar da vantagem da Audi, os números mostram que as duas equipes reduziram a distância para a volta de referência ao longo do campeonato. O resultado, porém, não permite concluir isoladamente que uma fabricante desenvolveu o carro mais rapidamente ou apresenta maior confiabilidade.
Audi mantém vantagem sobre Cadillac nas classificações
A diferença aparece nas 17 etapas consideradas no levantamento. Em todas elas, pelo menos um dos dois pilotos da Audi registrou uma distância percentual menor para a melhor volta do Q1 do que o melhor representante da Cadillac.
A comparação considera o tempo de cada piloto na primeira fase da classificação em relação à melhor marca válida da mesma sessão. Para representar cada equipe, foi selecionado o menor percentual entre seus dois pilotos em cada GP. Dessa forma, a análise evita misturar tempos registrados em fases diferentes da classificação.
| GP | Melhor Audi | Melhor Cadillac |
|---|---|---|
| Austrália | +1,243% | +3,897% |
| China | +0,401% | +2,427% |
| Japão | +0,493% | +2,548% |
| Miami | +1,119% | +3,357% |
| Canadá | +1,611% | +2,792% |
| Mônaco | +0,860% | +1,984% |
| Barcelona | +0,583% | +2,539% |
| Áustria | +1,419% | +2,776% |
| Grã-Bretanha | +0,295% | +2,185% |
| Bélgica | +0,703% | +1,850% |
| Hungria | +0,663% | +3,333% |
| Países Baixos | +0,733% | +2,425% |
| Itália | +0,404% | +2,121% |
| Madri | +0,831% | +2,899% |
| Azerbaijão | +2,108% | +2,937% |
| Bahrein em Sepang | +0,652% | +2,212% |
| Singapura | +0,777% | +2,915% |
| Média | +0,88% | +2,66% |
Os percentuais representam a diferença para a melhor volta válida do Q1 de cada sessão. Quanto menor o valor, mais próximo o piloto ficou da marca de referência.
A diferença também aparece no número de eliminações na primeira fase. Segundo a base do levantamento, Bortoleto e Hülkenberg somaram quatro eliminações, enquanto Pérez e Bottas acumularam 34. O indicador complementa a comparação de ritmo, mas deve ser lido separadamente dos tempos: a posição final da classificação pode ser afetada por penalizações e situações excepcionais.
Cadillac também reduz a distância ao longo da temporada

Embora a Audi tenha mantido vantagem no recorte completo, a comparação entre as primeiras oito etapas e as nove seguintes mostra uma redução da distância média nas duas equipes.
Nas oito primeiras corridas, o melhor representante da Audi ficou, em média, a 0,966% da melhor volta do Q1. Nas nove seguintes, o índice caiu para 0,796%, uma redução de 0,170 ponto percentual.
A Cadillac também avançou no indicador. A diferença média passou de 2,790% nas oito primeiras etapas para 2,542% nas nove seguintes, uma redução de 0,248 ponto percentual.
A queda foi, portanto, numericamente maior no caso da Cadillac. Isso não significa, por si só, que a equipe tenha desenvolvido o carro mais rapidamente do que a Audi. O calendário reúne circuitos com características distintas, e os tempos de classificação também podem sofrer influência das condições da pista, do tráfego, da preparação dos pneus, de falhas mecânicas e de voltas invalidadas.
A leitura adequada é que as duas equipes terminaram o segundo recorte mais próximas da melhor marca de referência do que no primeiro, enquanto a Audi permaneceu à frente na comparação geral.
Problemas técnicos exigem cautela na análise
Os resultados individuais também precisam ser interpretados à luz das ocorrências registradas ao longo do campeonato. Em Miami, por exemplo, Bortoleto enfrentou dificuldades nos freios, o que pode ter influenciado seu tempo no Q1. Na Bélgica, Hülkenberg teve problemas técnicos relatados pela equipe.
A Cadillac também enfrentou sessões comprometidas por fatores como tráfego, preparação e entrega de potência em diferentes etapas. No Azerbaijão, as duas equipes tiveram registros associados a bandeiras amarelas e tentativas abortadas; em Singapura, a base aponta ocorrências relacionadas à entrega de potência para Bottas e uma escapada no Q2 de Bortoleto.
Esses episódios são relevantes para contextualizar desempenhos específicos, mas não autorizam substituir os tempos registrados por estimativas de voltas potenciais. Para atribuir uma causa a um resultado, é necessário conferir os relatórios das equipes e as decisões oficiais da FIA.
Também há uma diferença de contexto entre os projetos. A Audi assumiu a operação anteriormente conhecida como Sauber, enquanto a Cadillac entrou na Fórmula 1 como uma nova equipe. Por isso, a comparação é um retrato da competitividade esportiva nas classificações de 2026, e não uma avaliação definitiva da eficiência dos investimentos ou da capacidade de desenvolvimento de cada estrutura.
Como foi feita a comparação entre Audi e Cadillac?

O levantamento considera os tempos de Q1 de Bortoleto e Hülkenberg, pela Audi, e Pérez e Bottas, pela Cadillac, nas 17 etapas até Singapura. A diferença percentual foi calculada em relação à melhor volta válida de cada sessão. Para representar cada equipe em cada GP, foi selecionado o melhor percentual entre seus dois pilotos, e as médias receberam o mesmo peso por etapa.
A base reúne 68 registros, mas os tempos, as posições finais e eventuais voltas invalidadas precisam ser conferidos com os resultados oficiais definitivos antes da publicação.
Com a vantagem da Audi documentada na classificação, uma próxima etapa da análise é cruzar os dados com resultados de corrida, confiabilidade e ritmo de stints. São dimensões diferentes, necessárias para compreender melhor como os dois projetos avançaram ao longo da temporada.
FAQ — Cadillac x Audi na F1 2026
Qual equipe teve melhor desempenho nas classificações da F1 2026, Audi ou Cadillac?
A Audi apresentou os melhores números no levantamento das 17 etapas até Singapura. A diferença média de seu melhor piloto para a melhor volta do Q1 foi de 0,88%, contra 2,66% da Cadillac.
Audi e Cadillac evoluíram ao longo da temporada 2026?
Sim. A distância média para a melhor volta do Q1 diminuiu nas duas equipes entre as primeiras oito etapas e as nove seguintes. Na Audi, caiu de 0,966% para 0,796%; na Cadillac, de 2,790% para 2,542%.
Quantas vezes os pilotos da Audi e da Cadillac foram eliminados no Q1?
Segundo a base do levantamento, Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg somaram quatro eliminações, enquanto Sergio Pérez e Valtteri Bottas acumularam 34. Os números devem ser conferidos com as classificações oficiais, considerando eventuais penalizações e situações excepcionais.