Assim que cruzou a linha de chegada do Autódromo Hermanos Rodríguez na 11ª colocação, Gabriel Bortoleto tratou de virar a chave. O piloto da Audi não quis saber de digerir a corrida de sobrevivência deste domingo (1º) no GP da Cidade do México e já demonstrou imensa ansiedade para o próximo desafio da temporada 2026, o GP de São Paulo, onde projetou uma performance muito melhor da equipe alemã.

A pressa para mudar o foco tem justificativa, já que o paulista viveu um verdadeiro calvário na etapa mexicana. Após ceder o cockpit para Freddie Slater no TL1, sofreu com constantes problemas técnicos que praticamente o impediram de andar no TL2 e no TL3, indo para a classificação praticamente às cegas.

Ainda assim, conseguiu avançar ao Q2, largou em 14º e fez uma boa corrida de recuperação. O esforço foi recompensado pouco após a corrida: com a punição de Oscar Piastri pelo incidente com Arvid Lindblad, Bortoleto herdou o décimo lugar e traz um ponto na bagagem. Os problemas no México, no entanto, rapidamente cederam lugar ao otimismo imediato ao projetar a corrida em casa.

“Estou muito feliz de estar indo para o Brasil. É a segunda vez que vou correr em casa, então para mim é muito especial. Lá, com certeza, a energia vai ser muito mais positiva que em qualquer lugar que eu estiver correndo no mundo. Um monte de gente torcendo e levantando tudo o que dá para a gente ir para frente. Então, não vejo a hora de correr na frente do meu país e dar meu melhor“, afirmou em entrevista ao sportv.

Do ponto de vista técnico, a expectativa também é alta. Confiante no ritmo de prova que o levou a ganhar posições na Cidade do México mesmo sem quilometragem prévia, o brasileiro torce, acima de tudo, por dias mais tranquilos em Interlagos e acredita que tem equipamento para brigar forte no bloco intermediário contra as rivais diretas.

“Sendo sincero, não é uma pista que a gente deveria sofrer. Não vou ficar falando muito isso aqui, porque toda hora acontece algo, mas se a gente tiver um final de semana limpo, sem nenhum problema, a gente tem de estar lá na frente. É assim que vejo nosso carro hoje. Óbvio, falando sempre da luta com Racing Bulls e Alpine, que são rápidas, sabemos disso. Mas não vejo a hora de acelerar em casa”, avaliou.

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Bortoleto demonstrou ansiedade para chegar no Brasil (Foto: Audi)

Para recarregar as baterias antes de enfrentar a maratona na capital paulista, a meta imediata é voltar para perto da família. Com compromissos oficiais de mídia e patrocinadores marcados apenas para a próxima quarta-feira, Bortoleto planejou uma fuga rápida do paddock para conseguir se desconectar da pressão da Fórmula 1 por algumas horas antes do fim de semana.

“Já quero viajar hoje. Quero sair logo daqui para casa, ir para o meu país e estar ali com meus amigos, minha família. Não vejo a hora. Estou chegando amanhã e vou ficar por lá um pouco antes do final de semana começar. Acho que minhas atividades começam na quarta, então vou ter dois dias para desligar do mundo e só aproveitar minha casa”, explicou.

“Depois disso, começa a semana intensa, porque são dias muito malucos para mim. Tenho muitos compromissos, mas o mais importante é a hora de sentar no carro e acelerar“, concluiu.

Agora, a Fórmula 1 retorna no próximo fim de semana para completar a rodada tripla no Brasil, com o GP de São Paulo. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, diretamente do Autódromo de Interlagos.