A Mercedes enfileirou oito títulos seguidos do Mundial de Construtores da Fórmula 1 entre 2014 e 2021, com sete conquistas no de Pilotos durante o período. Era inesperado, portanto, que vivesse os quatro anos seguintes totalmente distante da briga pelo caneco, mas foi o que aconteceu. Justamente no período de George Russell como piloto. Hoje líder da equipe, admitiu que jamais imaginou passar tanto tempo na F1 sem ao menos lutar pelo título.
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Russell está na F1 desde 2019. Apesar de sempre ligado à Mercedes, viveu os três primeiros anos pela Williams e subiu apenas em 2022. Com pompa, campeão da F2 e da GP3 — predecessora da F3 —, dono de desempenhos impressionantes pela Williams, tinha expectativas grandes. Que naufragaram junto das dificuldades da Mercedes em se entender com a era do efeito solo.
Desta maneira, Russell venceu somente quatro corridas desde então e já chega a 142 provas na F1. Sem briga pelo topo.

“Estou definitivamente mais faminto que sempre para ter bom desempenho. Esperava [quando entrou na F1] que agora, depois de sete temporadas, já teria pelo menos um ano de luta pelo título. Quando vim para a Mercedes, achei que todo ano seria uma briga por título”, admitiu ao portal inglês Motorsport.com.
Mas não está sozinho nessa situação. Outros contemporâneos, que também subiram para a F1 sob fortes expectativas, amargaram a mesma sensação.
“É a mesma coisa com Charles [Leclerc]. Ninguém teria previsto há dois anos que a McLaren daria um passo com esse. Lando [Norris] andou lá por cinco anos e também não brigou por título. Então, tenho de aceitar o fato de que essa é a natureza da F1. Sempre foi o caso”, disse.
Por fim, comparou a situação àquela vivida por Michael Schumacher na chegada aos quadros da Ferrari, em 1996. O título por lá chegou somente em 2000, na quinta temporada de vermelho.
“Se olhar para Michael Schumacher, ele estava para o quinto ano dele na Ferrari, já depois de passar dos 30 anos [tinha 31], quando conquistou um campeonato lá. Tenho 27, ainda conto com o tempo ao meu lado”, brincou.
É verdade, porém, que Schumacher já chegou à Ferrari como bicampeão do mundo, após conquistar os canecos de 1994 e 1995, então aos 25 e 26 anos, pela Benetton. Mas Max Verstappen, por exemplo, só lutou pelo caneco na sétima temporada na categoria, assim como Russell alcança neste 2025.
A Fórmula 1 volta às pistas apenas entre os dias 29 e 31 de agosto, após o fim do recesso, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.