O comportamento dos pneus da Pirelli em Interlagos apresentou diferenças importantes entre os dois primeiros treinos livres do GP de São Paulo de Fórmula 1 de 2026, nesta sexta-feira (6). A variação das condições climáticas ao longo do dia permitiu às equipes observar como os compostos C3, C4 e C5 reagem às mudanças de temperatura, com o desgaste térmico aparecendo como principal fator de atenção para o restante do fim de semana.

A análise inicial da fornecedora italiana indica que os três compostos conseguiram atingir rapidamente suas condições de desempenho, sem dificuldades significativas de aquecimento. Entretanto, enquanto o calor provocou maior desgaste e deslizamento dos pneus na primeira sessão, as temperaturas mais baixas do TL2 favoreceram o comportamento em simulações de corrida.

Outro ponto importante é a possibilidade de chuva no domingo. A previsão meteorológica indica mais de 60% de probabilidade de precipitação para o dia da corrida, o que mantém abertas diferentes possibilidades estratégicas.

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Como os pneus se comportaram nos treinos livres em Interlagos?

Os melhores tempos registrados na sexta-feira mostram uma vantagem de desempenho do composto macio C5, utilizado com jogos novos nas principais simulações de classificação.

No TL1, Lando Norris liderou com 1min11s717, seguido por Kimi Antonelli, com 1min11s799, e Max Verstappen, com 1min11s953. Os três utilizaram pneus macios novos. No segundo treino, Antonelli baixou a melhor marca para 1min10s763, também com o C5 novo. Norris terminou em segundo, com 1min11s016, enquanto Verstappen registrou 1min11s022.

A diferença entre os dois melhores tempos de cada sessão foi de 0s183 no TL1 e 0s253 no TL2, indicando uma disputa relativamente próxima entre McLaren, Mercedes e Red Bull nas simulações de volta rápida.

A avaliação dos compostos intermediários, porém, exige uma leitura diferente. No primeiro treino, Antonelli registrou a melhor marca com o médio C4 usado, em 1min12s777. Verstappen foi o mais rápido com o duro C3 usado, com 1min12s959.

Já no TL2, Verstappen liderou entre os pilotos que utilizaram o C4, com 1min12s108, enquanto Antonelli estabeleceu a melhor marca com o C3, em 1min11s824.

Os números mostram que o composto duro também conseguiu apresentar um desempenho competitivo na segunda sessão, embora a comparação direta entre os tempos precise considerar as diferenças de condições, programas de trabalho e utilização dos jogos.

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Lando Norris foi o mais rápido do TL1 (Foto: Rodrigo Berton/Agência WarmUp)

Calor aumentou a degradação térmica no TL1

De acordo com Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli, as duas sessões aconteceram sob condições bastante diferentes. No primeiro treino, as temperaturas mais elevadas provocaram aumento do desgaste térmico e do deslizamento dos pneus, principalmente do C3, o composto duro da gama disponibilizada para o fim de semana.

Por esse motivo, boa parte das simulações de corrida foi realizada com os pneus médios e macios. As equipes também aproveitaram as condições para explorar os limites de funcionamento dos compostos, muitas vezes sem adotar um gerenciamento tão conservador.

Apesar do desgaste observado, a Pirelli não identificou dificuldades significativas de aquecimento. Os três pneus atingiram rapidamente suas condições de desempenho desde as primeiras voltas. A situação mudou no TL2, realizado com temperaturas consideravelmente mais baixas e condições meteorológicas variáveis. Nesse cenário, algumas equipes encontraram dificuldades para aquecer os pneus dianteiros durante as simulações de classificação.

Por outro lado, o comportamento nos stints longos foi considerado mais favorável. A redução do superaquecimento e dos níveis de degradação ajudou a preservar o rendimento dos pneus, com destaque para a consistência apresentada pelo composto macio C5.

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Rafael Câmara apenas estreia, mas também tem de lidar com a compreensão dos pneus (Foto: Rodrigo Berton/Agência WarmUp)

Desgaste do pneu traseiro direito merece atenção

Outro aspecto observado pela Pirelli foi a ausência de granulação nos três compostos. A abrasividade apresentou níveis semelhantes entre os pneus C3, C4 e C5. Assim, a expectativa da fornecedora é de que o desgaste continue sendo determinado principalmente pelos efeitos térmicos, não pelo desgaste provocado diretamente pela abrasividade do asfalto.

O pneu traseiro direito, entretanto, pode se tornar um fator importante em períodos mais longos de utilização. Segundo Berra, o desgaste desse componente tende a ganhar relevância em stints prolongados, exigindo atenção das equipes na definição das estratégias.

A observação é especialmente importante em Interlagos, onde as características do circuito e as exigências impostas aos pneus podem influenciar o equilíbrio entre desempenho e durabilidade ao longo da prova.

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Kimi Antonelli foi o mais rápido do TL2 (Foto: Rodrigo Berton/Agência WarmUp)

Duas paradas são viáveis para a corrida?

Com os dados coletados até agora, a Pirelli considera que uma estratégia de duas paradas pode funcionar em condições de pista seca. Um dos fatores que favorecem a possibilidade é a relativa facilidade de ultrapassagem em Interlagos, que reduz parte do risco associado ao retorno à pista após uma parada nos boxes. Significa que as equipes podem considerar uma abordagem mais agressiva, sem necessariamente comprometer a posição de pista ao adotar uma estratégia com dois pit-stops.

Entretanto, ainda não há uma definição sobre qual será a melhor combinação de compostos ou o número ideal de paradas. A previsão de temperaturas ainda mais baixas para domingo, acompanhada de uma probabilidade de chuva superior a 60%, acrescenta uma variável importante ao planejamento.

Nesse cenário, a possibilidade de utilização dos pneus intermediários e de chuva também precisa ser considerada. A decisão dependerá da evolução das condições meteorológicas e dos dados coletados nas próximas atividades.

Berra ressaltou que a Pirelli continuará analisando as informações obtidas pelas equipes antes de apresentar conclusões definitivas. Por enquanto, o desgaste térmico, o comportamento do pneu traseiro direito e a possibilidade de chuva são os principais fatores que tendem a orientar a preparação estratégica para o GP de São Paulo.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de São Paulo, 20ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Além disso, o GP está in loco em Interlagos com os repórteres Evelyn Guimarães, Luana Marino, Vicente Soella e Daniel Balsa.

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DIAATIVIDADEBRA*PORCBVANGMOZ
7/11Treino livre 311:3012:3013:3015:3016:30
7/11Classificação15:0018:0017:0019:0020:00
8/11Corrida14:0017:0016:0018:0019:00

*Horários de Brasília