Mari Boya não quis saber de arriscar e venceu a corrida 2 da rodada da Inglaterra da Fórmula 3, realizada neste domingo (6). O espanhol calçou os pneus de chuva para a largada, quando ainda garoava muito leve, e saltou de quarto para primeiro ainda na curva 1. Théophile Naël e Noel León completaram o pódio.
A corrida foi decidida ainda na formação do grid, no instante em que os pilotos escolhiam com qual tipo de pneu largaria. Rafael Câmara e Nikola Tsolov resolveram arriscar os slicks, confiantes na previsão das equipes de que a chuva pararia. Só que ela não apenas persistiu como caiu extremamente forte na metade, a ponto de a direção de prova acionar a bandeira vermelha.
Sem previsão de melhora, e com o tempo correndo contra, a direção de prova decidiu não reiniciar a corrida, confirmando a vitória de Boya. Câmara e Tsolov, portanto, deixam o domingo sem pontos.
A Fórmula 3 retorna de 25 a 27 de julho em Spa-Francorchamps, palco da rodada da Bélgica.

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Confira como foi a corrida 2 da F3 em SIlverstone:
A tão aguardada chuva resolveu brindar a corrida principal da rodada da Fórmula 3 quando os carros já estavam alinhamos no grid. Só que a incerteza quanto às reais condições do asfalto e a durabilidade da garoa fez com que alguns arriscassem partir com os slicks — Câmara e Tsolov entre eles, ocupando terceira e primeira posições no grid.
Já Boya, em quarto, começou a prova com os compostos de chuva. Era um cenário complicado, já que a possibilidade de a chuva parar muito cedo era real. Mas foi possível perceber spray leve de água em alguns trechos.
Luzes apagadas, Boya não tomou conhecimento dos carros à frente e saltou de quarto para primeiro na curva 1. Câmara, por sua vez, despencou várias posições no asfalto escorregadio e fechou o giro 1 somente em 12º, enquanto Tsolov tentava resistir, mas sem sucesso. Na segunda volta, os postulantes ao título eram 14º e 19º, Tsolov à frente.
Era uma diferença brutal. Naël, o segundo, havia ganhado sete posições, assim como León, na terceira colocação; Tasanapol Inthraphuvasak, oito; James Wharton, em oitavo, 12. Mas a Trident avisou a Câmara que a chuva pararia em 12 minutos, portanto a tática era se manter no traçado e recuperar terreno quando isso acontecesse.
Enquanto isso, a briga nas primeiras colocações seguia, com Laurens van Hoepen deixando Inthraphuvasak para trás e assumindo o quarto lugar. Boya, por sua vez, já levava 2s3 de vantagem sobre Naël, e a previsão da Campos era de mais água vindo até a volta 9.

“Os slicks são 8s mais lentos que os pneus de chuva”, informava a Campos a Inthraphuvasak, pouco antes dele ser ultrapassado por Wharton e cair para oitavo. De fato, Tsolov, de slicks, virava 2min10s, enquanto o primeiro pelotão andava na casa de 2min03s. E a Trident foi a primeira a se mexer ao chamar Wurz para finalmente colocar os pneus de chuva.
Pouco a pouco, outros começaram a deixar os slicks de lado, e a Campos também instruiu Tsolov a ir para boxes. “Só mais uma volta, acho que está secando”, retrucou o búlgaro, agora atrás de Câmara, que era o primeiro da fila entre os que se seguravam com os pneus de pista seca.
Só que tanto o brasileiro quanto Tsolov desistiram e foram para o pit-lane colocar os compostos de chuva quando a água apertou. No cronômetro, a diferença ainda era de 6s a 7s pior em tempo de volta em comparação aos líderes.
Na parada, melhor para a Campos, que devolveu Tsolov à pista à frente de Câmara no exato momento em que a chuva despencou com vontade, na volta 10. Sharp ainda escapou na última curva e ficou preso na brita, causando a entrada do safety-car e aproximando todo o pelotão.
A corrida, portanto, ganhou novo contorno, pois a turma dos slicks agora surgiam com pneus de chuva novos, enquanto o pessoal que largou com os pneus de faixa azul vinha com eles bem mais desgastados. Só que o volume de água aumentou consideravelmente, deixando a visibilidade dos carros de trás muito ruim.
Mas não era somente a visibilidade: a chuva se transformou em temporal e deixou o asfalto um rio. Tsolov chegou a escorregar, mas conseguiu segurar o carro e evitar a batida. Câmara foi outro que quase virou passageiro no aguaceiro. “Meu Deus…”, exclamou.
Foi nesse instante, na volta 13, que a direção de prova entendeu que a situação era para bandeira vermelha. Sem esperança de uma trégua, a corrida foi encerrada. Dos males, o menor para Câmara, uma vez que Tsolov e Tim Tramnitz também tiveram um domingo desastroso.
Fórmula 3 2025, rodada da Inglaterra, Silverstone, corrida 2 (atualizado):
| 1 | M BOYA | Campos | 12 voltas | ||
| 2 | T NAËL | Van Amersfoort | +1.424 | ||
| 3 | N LEÓN | Prema | +2.350 | ||
| 4 | R BILINSKI | Rodin | +3.194 | ||
| 5 | C HO | DAMS | +6.909 | ||
| 6 | J WHARTON | ART | +8.311 | ||
| 7 | L VAN HOEPEN | ART | +8.796 | +5s | |
| 8 | S RAMOS | Van Amersfoort | +10.636 | ||
| 9 | B DEL PINO | MP | +11.937 | ||
| 10 | T TAPONEN | ART | +18.532 | ||
| 11 | I DOMINGUES | Van Amersfoort | +19.917 | ||
| 12 | B BADOER | Prema | +21.965 | ||
| 13 | T INTHRAPHUVASAK | Campos | +24.901 | +10s | |
| 14 | A GIUSTI | MP | +27.363 | ||
| 15 | N LACORTE | DAMS | +47.199 | +30s | |
| 16 | C WURZ | Trident | +2:37.359 | ||
| 17 | M STENSHORNE | Hitech | +2:41.140 | ||
| 18 | T TRAMNITZ | MP | +2:43.027 | ||
| 19 | C VOISIN | Rodin | +2:46.118 | ||
| 20 | N TSOLOV | Campos | +2:48.687 | ||
| 21 | U UGOCHUKWU | Prema | +2:50.141 | ||
| 22 | R CÂMARA | Trident | +1 volta | ||
| 23 | N JOHNSON | Hitech | +1 volta | ||
| 24 | M ZAGAZETA | DAMS | +1 volta | ||
| 25 | G XIE | Hitech | +1 volta | +10s | |
| 26 | N MARINAGELI | AIX | +1 volta | +15s | |
| 27 | N STRØMSTED | Trident | +1 volta | +10s | |
| 28 | J HEDLEY | AIX | +1 volta | +10s | |
| L SHARP | Rodin | NC | |||
| B BENAVIDES | AIX | NC |
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