A Indy ativou o modo raiz em Detroit e contribuiu para que o espetáculo fosse muito, mas muito além das expectativas. Bem diferente do que vimos nas três edições realizadas no centro da cidade, a categoria entregou uma ótima corrida. Ninguém foi capaz de parar Álex Palou, mas o fato de a direção de prova voltar a acionar a bandeira amarela assim que julgava necessário manteve o pelotão sempre agrupado e contribuiu para uma prova bastante movimentada.

Antes de desenrolarmos esse assunto, é preciso dizer que a ótima corrida em Detroit pegou muita gente de surpresa — inclusive este que vos fala. Diria até que os próprios pilotos foram surpreendidos, já que alguns sempre defendem uma folga após as 500 Milhas de Indianápolis. O traçado urbano é ruim, feio e pouco empolgante, mas, ainda assim, proporcionou um excelente espetáculo.

Claro que não foi como a Indy 500, e exigir isso seria exagero. Ainda assim, a etapa de Detroit conseguiu abraçar aquele fã que acompanhou a prova da semana passada e não é um seguidor habitual da categoria. E penso que esse deve ser o principal papel da corrida seguinte às 500 Milhas de Indianápolis, mais do que o cheque que a Chevrolet desembolsa para viabilizar o evento.

Como indiquei acima, a Indy foi raiz em Detroit, lembrando os áureos tempos da CART. Viu uma situação passível de bandeira amarela? Acionou o safety-car. Bem diferente do que ocorreu em algumas das últimas etapas em circuitos mistos, quando a direção de prova aguardava o fechamento da janela de pit-stops para só então neutralizar a corrida. Ora, se a situação exige bandeira amarela, ela precisa ser acionada. Simples assim. Sua função é garantir a segurança, não interferir esportivamente na disputa.

É verdade que, em algumas das neutralizações, a Indy poderia ter esperado um pouco mais, já que alguns carros retornariam rapidamente à pista. Ainda assim, a categoria preferiu adotar uma postura mais rigorosa, o que ajudou o espetáculo sem tornar a disputa artificial.

Álex Palou (Foto: Indycar)

Além das amarelas imediatas, a direção de prova também fez vista grossa para alguns toques mais leves — Louis Foster que o diga. Isso permitiu que determinadas ultrapassagens fossem concluídas em um circuito extremamente travado, contribuindo ainda mais para o espetáculo.

Agora, nem com tudo isso Palou foi derrotado. Mas esse não deve ser um problema para a arbitragem da Indy. O papel dos comissários é garantir um jogo justo e igual para todos. O espanhol é um problema para os adversários, que seguem um degrau abaixo do piloto da Ganassi este momento da temporada.

Indy retorna no próximo fim de semana, entre os dias 6 e 7 de junho, para o GP de Gateway, o terceiro oval da temporada. A largada está marcada para domingo (7), às 22h (de Brasília, GMT-3).

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