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Hamilton faz a pole para a Sprint na Inglaterra e mostra que é o rei de Silverstone

Flavio Gomes

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F1 2026, INGLATERRA, QUALY SPRINT, FERRARI, LEWIS HAMILTON
Hamilton: pole mágica em pista muito especial

SÃO PAULO (incrível) – Alguma coisa acontece no coração de Lewis Hamilton quando ele corre em Silverstone. Este será seu 21º GP na pista inglesa. Nos 20 anteriores, fez sete poles, ganhou nove vezes e subiu ao pódio em 15 oportunidades. Ninguém venceu tantas vezes na mesma pista. Uma dessas corridas, lembremo-nos, não se chamou GP da Inglaterra. Foi o GP do 70º Aniversário, prova de 2020 — ano da pandemia, em que alguns circuitos receberam mais de uma etapa. Mas aquele ele não levou, ficou com Max Verstappen.

Hoje, contra todos os prognósticos — inclusive os dele e da Ferrari — fez a pole para a Sprint de Silverstone com uma daquelas voltas mágicas que costumava fazer no auge da Mercedes. Seu tempo: 1min28s376. Kimi Antonelli, o segundo no grid, ficou apenas 0s011 atrás.

“Não faz sentido”, disse George Russell, quinto na classificação com o outro carro da Mercedes. “Era para eles terem ido bem na Áustria e menos aqui. Foi o contrário”, falou o incrédulo piloto da Mercedes. Talvez a relação especial de Hamilton com a pista explique alguma coisa. Mais energia da torcida, ânimo nas alturas, um melhor entrosamento com a equipe, algum acerto especial, atalhos que só ele conhece, sabe-se lá. O fato é que o heptacampeão cravou todo mundo. E ainda teve revelada sua permanência na Ferrari por mais um ano, colocando um ponto final nas especulações sobre seu futuro. E mais: disse que só para de correr quando conquistar o oitavo título.

O grid da Sprint: Lewis e Antonelli na primeira fila

Claro que é só Sprint, tem um peso relativo, mas o resultado de hoje reverte as expectativas para este fim de semana. Se a Mercedes era a favorita teórica para passar o rodo na concorrência, esse favoritismo evaporou com o desempenho do inglês desde o treino livre único, na manhã de hoje para nosotros no Brasil. Ficou em primeiro, assim como no SQ1 e no SQ2. Não foi batido por ninguém. Nem mesmo seu companheiro Charles Leclerc conseguiu andar muito perto. O monegasco larga em quarto, com um tempo 0s327 pior. Na real, só Antonelli ameaçou Hamilton. O resto ficou para trás.

O cumprimento de Antonelli: único que andou perto

A sexta-feira foi ensolarada em Silverstone, com temperatura na casa dos 25°C. Quente para a região. No ano passado, a prova teve chuva e sol, sem casamento de espanhol. A surpresa foi o pódio de Nico Hülkenberg depois de 300 anos de F-1. A McLaren fez dobradinha com Lando Norris e Oscar Piastri. Nada parecido vai acontecer domingo.

No SQ1, Hamilton virou sua melhor volta em 1min29s273. O segundo lugar de Leclerc mostrou que a Ferrari seria mesmo protagonista ao longo da classificação modelo pocket. O segmento eliminou, pela ordem, Oliver Bearman e Esteban Ocon, da Haas, Sergio Pérez e Valtteri Bottas, da Cadillac, e Fernando Alonso e Lance Stroll, da Aston Martin. Nenhuma novidade.

Hamilton baixou o tempo para 1min28s747 no SQ2, primeiro novamente. Foi quando Antonelli começou a preocupar, ficando a 0s099 dele. Caíram Pierre Gasly, Gabriel Bortoleto, Nico Hülkenberg, Franco Colapinto, Carlos Sainz e Alexander Albon. Avançaram as duplas de Ferrari, Mercedes, McLaren, Red Bull e Pode Parcelar em Três, atual quinta força do campeonato.

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Piastri com a McLaren retrô: pintura igual à de 1966

Cada piloto deu apenas uma volta rápida no Q3, já com os pneus macios — nas duas primeiras partes só os médios podem ser usados. Todos deram espaço para os coleguinhas, ninguém atrapalhou ninguém e a enorme multidão em Silverstone só tinha olhos para Hamilton. “Amo esta pista, amo essa torcida”, derreteu-se o piloto depois de fazer a pole. Antonelli, Verstappen, Leclerc, Russell, Norris, Piastri, Isack Hadjar, Liam Lawson e Arvid Lindblad fecharam o grupo das dez primeiras posições.

O tempo da pole de Hamilton foi cerca de 3s5 mais lento que o da pole para a corrida do ano passado. Era esperado. Mas os pilotos ficaram surpresos com o desempenho dos novos motores, que não perderam tanta potência por falta de energia no veloz circuito britânico. “A gente achava que seria muito pior”, admitiu Lewis, que está usando neste fim de semana um capacete com a mesma pintura da época em que ainda corria na GP2, antes de estrear na F-1. Seu chefe era o mesmo, Frédéric Vasseur. Sobre a pole, foi sincero: “Foi uma surpresa. A gente não estava esperando”.

Vasseur e Hamilton em 2006 (foto do alto): capacete igual

A Sprint de amanhã terá 17 voltas e largada às 8h de Brasília. Silverstone recebeu a primeira corrida curta da história, em 2021, e depois não teve mais. Naquele ano, só os três primeiros pontuavam. Agora são oito. Ao meio-dia todos voltam à pista para definir o grid do GP da Inglaterra, nona etapa do Mundial. Foi a terceira pole de Hamilton para corridas Sprint. Ele já venceu uma, na China no ano passado.

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