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“Foram longe demais”: grid reage a tolerância zero de comissários no IMSA SportsCar

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“Foram longe demais”: grid reage a tolerância zero de comissários no IMSA SportsCar

Depois de uma etapa caótica em Road America, o IMSA SportsCar adotou uma postura mais rigorosa para avaliar disputas de pista e distribuir punições. No entanto, para alguns pilotos, a direção de prova está passando do ponto nesta reta final de temporada

Giovani Danjo

Publicado em

O IMSA SportsCar entra no último final de semana da temporada 2025 para a disputa da Petit Le Mans, em Road Atlanta, rodeado de polêmicas. Desde a etapa da Virgínia, em agosto, a direção de prova tem sido mais rigorosa em investigações de disputas de pista e distribuído mais punições aos pilotos. A medida, no entanto, não tem agradado muito, apesar de ser uma resposta “aceitável” a um episódio anterior. 

A decisão por adotar uma postura mais rígida foi uma reação aos muitos incidentes na etapa de Road America, no dia 3 de agosto. Apesar de boa parte do grid entender que a situação no Wisconsin passou dos limites e exigiu uma resposta, o consenso é de que a rigorosidade por parte do IMSA SportsCar nas provas seguintes também “foi longe demais”, como analisou Dries Vanthoor, piloto da BMW na classe GTP

“Acho que, no geral, a mensagem é clara sobre o que querem alcançar, e é bom que estejam tentando, porque em Road America foi demais. Não era o tipo de corrida que todos queremos ter, e também não acho que tenha sido bom para quem estava assistindo. Mas acho que foram um pouco longe demais para o outro lado. Deveria haver um meio-termo, porque ainda é preciso poder correr”, explicou Vanthoor. 

“O IMSA SportsCar sempre foi legal porque permitia boas disputas. Podíamos encostar um pouco, desde que houvesse espaço e respeito mútuo. Em Road America, ninguém se importou com isso, não houve respeito, e todos se empurraram para fora da pista. Agora, por outro lado, parece que também não dá mais para correr de verdade, porque, assim que comete um erro — pelo menos na classe GTP — já vem uma punição”, finalizou o piloto do BMW #24.

Dries Vanthoor pediu por um meio-termo entre a liberdade e a rigorosidade (Foto: RLL)

Alexander Sims, que lidera a classe GTD Pro com o Corvette #3 ao lado de Antonio Garcia, foi na contramão e opinou a favor das regras mais rígidas para “deixar claro o ponto” da direção de prova. Porém, mesmo assim, também admitiu que a rigorosidade pode ter ido além do necessário. 

“Estou bastante satisfeito com isso. Acho que as regras estão aí para serem respeitadas, e todos podem cometer erros, isso faz parte. Mas recentemente vimos muitas situações que não foram simples erros, foram pilotos deliberadamente tirando outros da pista, indo além do que deveria ser o espírito da corrida”, detalhou Sims. 

“Acho que a direção de prova foi forçada a adotar uma postura muito rígida, e talvez tenha ido um pouco longe demais para deixar claro o ponto, mas essa é a realidade da situação. Acredito que a decisão certa foi tomada. Já participei de comissões de prova em outros campeonatos, e entendo como é difícil tomar a decisão correta todas as vezes”, seguiu. 

“No geral, o IMSA SportsCar é muito bem conduzido. Acho que todos podemos concordar que o que aconteceu em Road America passou dos limites, então considero que a reação foi adequada”, completou Sims. 

Alexander Sims disse que a reação do IMSA SportsCar foi “adequada” (Foto: Pratt Miller)

Por fim, Dane Cameron, piloto do AO #99 que lidera a LMP2 junto de PJ Hyett, também reforçou que uma mudança de postura era necessária, mas não “tão drástica e repentina”, especialmente quando se trata da reta final do campeonato. Por isso, defende um “ponto de equilíbrio” e um meio-termo entre a rigorosidade excessiva e a liberdade plena para disputar posições em pista. 

“Acho que todos nós apoiamos essa mudança, mas quando acontece de forma tão drástica e repentina, especialmente em momentos decisivos da temporada, pode ser um pouco complicado. A maioria aprendeu da forma difícil, especialmente em Indianápolis”, relembrou. 

“No geral, porém, acredito que todos os pilotos concordam em voltar a um ponto de equilíbrio. Acho que todos reconhecem que as coisas haviam passado um pouco dos limites nas últimas corridas, então vai levar algumas provas até ajustarmos e encontrarmos um meio-termo que agrade a todos. O IMSA SportsCar sempre proporcionou ótimas corridas, e tenho certeza de que isso vai continuar no futuro”, concluiu Cameron.

IMSA Sportscar 2025 disputa a Petit Le Mans, última etapa da temporada, neste final de semana, entre os dias 8 e 11 de outubro. Neste evento, as quatro classes estão no grid: GTPLMP2GTD Pro e GTD. O GRANDE PRÊMIO transmite com exclusividade para o Brasil.

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