Chefe do projeto da Genesis, Cyril Abiteboul desconversou ao ser questionado sobre a possibilidade de replicar a operação da marca de luxo da Hyundai no IMSA SportsCar. Embora tenha admitido que a alternativa está no radar da fabricante, o dirigente fez questão de destacar que o foco da equipe está no Mundial de Endurance (WEC), que disputa nesta semana as 24 Horas de Le Mans.
Abiteboul não descartou a possibilidade de a Genesis integrar o IMSA SportsCar em 2027, mas ressaltou que essa decisão deverá ser analisada entre os dias 6 de setembro e 24 de outubro, período compreendido entre a Lone Star Le Mans, etapa norte-americana do WEC, disputada no Circuito das Américas e os 1.812 km do Catar. Nesse intervalo, em 27 de setembro, também será disputada as 6 Horas de Fuji, no Japão.
“Nosso cronograma para o IMSA SportsCar está mais relacionado às etapas de Austin e do Catar”, afirmou Abiteboul à revista norte-americana Racer. “Para nós, será uma grande oportunidade de entender a dinâmica com os fãs por meio do WEC e avaliar até que ponto isso representa um complemento interessante para o programa como um todo. Provavelmente estaremos mais focados no IMSA nessa época do ano. Por enquanto, estamos muito concentrados e satisfeitos em estar onde estamos, focados em fazer um bom trabalho aqui no WEC”, completou o dirigente da Genesis, às vésperas dos primeiros treinos livres para as 24 Horas de Le Mans.
“Primeiro, precisamos garantir que temos a operação aqui sob controle antes de expandir. Queremos ter certeza de que as bases estão sólidas, porque o WEC sempre será o elemento fundamental de qualquer expansão futura, seja para o IMSA ou para a Asian Le Mans Series. Há conversas sobre isso”, acrescentou.

O dirigente da Genesis explicou ainda que a notícia sobre a saída da Acura do IMSA SportsCar também vem sendo analisada internamente pela equipe, que busca compreender quais serão os planos da categoria para manter a presença das montadoras no futuro.
“Vimos as notícias de que a Acura deixará ou pausará sua participação no esporte, e isso não é positivo para nós. Queremos competir contra outros fabricantes. Uma das razões pelas quais estamos aqui é justamente a quantidade de montadoras com as quais podemos disputar. Gostaríamos de ver o mesmo no IMSA. Será interessante entender qual será a resposta da categoria e qual é o plano do campeonato diante dessa situação”, comentou Abiteboul.
“Também precisamos observar o cenário global, porque estamos vivendo um período de mudanças. Precisamos garantir que o contexto seja favorável para expandir nosso programa e que o retorno sobre o investimento e a proposta de valor do IMSA continuem existindo. Certamente já fizemos algumas viagens de negócios aos Estados Unidos. Tivemos reuniões no país e visitamos algumas instalações por lá, mas decidimos nos dar alguns meses para respirar, focar no que temos agora e só então tomar a próxima decisão, que pode — e provavelmente deve — ser o IMSA. Mas, até que isso seja definido oficialmente, seguimos totalmente concentrados neste projeto”, encerrou o chefe da Genesis.
WEC retorna no próximo mês para a disputa das 24 Horas de Le Mans, a etapa mais importante do calendário. As atividades em La Sarthe acontecem entre os dias 10 e 14 de junho.
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