O GP de Mosport deste domingo (12) marcou a primeira das duas etapas da temporada 2026 do IMSA SportsCar sem a presença da classe GTP, a versão da categoria americana dos Hipercarros do WEC. Na única corrida liderada pelos LMP2 em toda a temporada — a etapa de Virginia conta apenas com os GTs —, a vitória ficou com a tripulação #43 Inter Europol, formada por Tom Dillmann e Jeremy Clarke.
É a quarta tripulação diferente que vence na LMP2 em quatro provas na temporada, uma vez que a classe corre apenas nas provas longas e em Mosport e não esteve em ação em Long Beach, Laguna Seca ou Detroit.
Clarke, piloto bronze da dupla, garantiu a pole-position no sábado com recorde de volta da classe após sete anos. E começou bem a corrida, embora acompanhado de perto pelo #52 da Bryan Herta com PR1/Mathiasen, que tinha Misha Goikhberg no volante e Ricky Taylor à espera para andar. A questão foi que Goikhberg errou sozinho durante intervenção do safety-car, rodou e saiu totalmente da briga. Quem apareceu na segunda metade da corrida foi o Crowdstrike #04 de George Kurtz e Alex Quinn, líder do campeonato.
A partir da primeira hora de prova, os dois duelavam às vezes mais pertos, outras vezes mais distantes. No tráfego, Quinn acossava, mas Dillmann se afastava nas retas. Quinn passou por alguns segundos em dado momento, mas o francês retomou a dianteira e não mais perdeu, partindo para vencer com quase 10s de frente. O AO #99, de PJ Hyett e Dane Cameron, terminou na terceira posição.
Já Pietro Fittipaldi, que estava no #73 da Pratt Miller, pegou o carro das mãos do parceiro Chris Cumming com ampla defasagem para o pelotão e não conseguiu recuperar. Ficou na sexta colocação entre os seis que terminaram na classe. Apenas nove haviam largado, mas John Farano, Tobi Lütke e Mikkel Jensen bateram todos sozinhos e abandonaram. O incidente com Lütke foi o responsável pelo safety-car no qual o #53 rodou na pista e saiu da disputa.

Dudu Barrichello escapa na ponta e Lexus vence a 2ª
Nas duas classes de carros GT, as primeiras repetições de vencedores na temporada. A tripulação #14 da Vasser Sullivan, a bordo do Lexus, brilhou após a primeira janela de pit-stops e disparou para vencer com Jack Hawksworth e Bem Barnicoat. O resultado final mostra uma diferença de apenas 1s9 para o segundo colocado, mas apenas porque Barnicoat tirou bastante o pé nos minutos finais. Em duas oportunidades diferentes, chegou a abrir mais de 8s.
O segundo lugar ficou mesmo com o Porsche #77 da AO, nas mãos de Nick Tandy e Harry King. É verdade que o ‘carro boquinha’ precisou segurar os líderes do campeonato e poles da prova, o BMW #1 da Paul Miller, com Connor de Philippi e Neil Verhagen durante amplos períodos, mas conseguiram. Quando parecia ter a chance de passar, Verhagen errou, assustado com a presença de um LMP2 e perdeu contato.
Nicky Catsburg /Tommy Milner no Corvette #4 da Pratt Miller, Christopher Mies/Frédéric Vervisch no Ford Mustang #65 e Max Esterson e Nikita Johnson no McLaren #59 da RLL fecharam o top-6.

Entre os GTD, Dudu Barrichello largou na dianteira e manteve a ponta sem sustos por mais ou menos 45 minutos, até abrir a janela de pit-stops para a classe. Mas a parada teve problemas e ainda rendeu punição pelo que os comissários entenderam como número maior que o permitido de mecânicos trabalhando diretamente no carro, o que rendeu um stop & go e mudou totalmente a situação do líder do campeonato na prova.
Barrichello passou a militar fora do top-10 entre os 13 carros GTD — que, na prática, eram 12, porque o #36 de Robert Wickens e Mason Filippi teve graves problemas no pit-stop, caiu para duas voltas atrás do líder e abandonou posteriormente. Barrichello foi o piloto de graduação inferior — é prata, contra ouro do parceiro da vez — a permanecer na pista por mais da metade da prova. Passou o Aston Martin #27 da Heart of Racing para Roman de Angelis com menos de 1h10min das 2h40min restantes na corrida. O canadense segurou o ritmo até as voltas finais, quando deu pé e enfileirou ultrapassagens para fechar num sexto lugar. Que até pode ser decepcionante para Dudu quando imaginou o que seria a corrida quando foi largar na pole, mas terminou digno de tremendo alívio dadas as circunstâncias.
Enquanto isso, na dianteira, Russell Ward fez primeira parte da corrida apenas correta, mas as coisas mudaram para o Mercedes #57 da Winward quando o volante foi para as mãos de Philip Elllis. O suíço ultrapassou quem viu pela frente, tomou a liderança para não mais perder. No fim das contas, passou mais de uma hora inteira na frente. Assim, garantiu a segunda vitória da tripulação na temporada, após as 24 Horas de Daytona.
Vice-líderes no campeonato, Benjamin Pedersen e Aaron Telitz deram pé no Lexus #12 da Vasser Sullivan atrás de Ellis — na verdade, Telitz, que foi o responsável por guiar durante cerca de 1h40 min. Em dado momento, aproximou, mas não conseguiu atacar e logo se distanciou. A terceira posição ficou com o BMW #96 da Turner, nas mãos de Patrick Gallagher e Robby Foley.
Em quarto e quinto, ainda aparecendo na frete da tripulação de Barrichello, vieram a Ferrari #34 da Conquest (Albert Costa e Lorenzo Patrese) e a Lamborghini #45 da Wayne Taylor (Danny Formal e Trent Hindman). Por fim, Felipe Fraga assumiu o Mustang #16 da Myers Riley em 11º e pulou para oitavo, na parceria com Sheena Monk.
A temporada 2026 do IMSA SportsCar continua no dia 2 de agosto, com as 6 Horas de Road America, na pista de Elkhart Lake, no estado do Wisconsin. Todas as quatro classes que disputam o campeonato estarão na pista, inclusive a GTP.
LEIA MAIS SOBRE ENDURANCE
BMW #15 acerta estratégia e vence 6 Horas de São Paulo. Corvette #34 triunfa na LMGT3