Felipe Nasr protagonizou grandes momentos na temporada 2025 do IMSA SportsCar, transmitida pelo GRANDE PRÊMIO pelo segundo ano consecutivo. O piloto brasileiro foi decisivo nas vitórias das duas provas mais icônicas da categoria — as 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring — em um início de ano que indicava a chegada de mais um título para o ex-Sauber na F1. A conquista não veio, mas Nasr, definitivamente, ampliou ainda mais a importância dentro do mundo do endurance.
Nasr iniciou 2025 em grande estilo ao vencer as 24 Horas de Daytona, prova mais importante e responsável por abrir o calendário do IMSA SportsCar. Assim como em 2024, o brasileiro liderou o Porsche Penske #7 à vitória, mas desta vez ao lado de Nick Tandy e Laurens Vanthoor — belga que completou o trio nas provas mais longas. O triunfo veio com uma ultrapassagem decisiva nos minutos finais sobre Matt Campbell, companheiro do #6, recolocando o Brasil no topo de uma das mais tradicionais corridas de longa duração do planeta. Foi a segunda vitória consecutiva de Nasr em Daytona e a terceira na carreira.
Nasr liderou um verdadeiro esquadrão brasileiro na Flórida, que ainda contou com o pódio de Felipe Fraga e Felipe Massa, segundos colocados na classe LMP2 com o Riley #74. Outros representantes do Brasil enfrentaram dificuldades ao longo das 24h, como Felipe Drugovich, que viu o Cadillac #31 bater durante a madrugada, em incidente com Frederik Vesti na pilotagem. Um problema no período noturno também minou as chances do Pratt Miller #73, que tinha Pietro Fittipaldi entre os competidores.
Augusto Farfus terminou em 12º lugar na classe GTD Pro com o BMW #48, mesma posição de Daniel Serra na GTD, com a Ferrari #34. Já Pipo Derani competiu com o Corvette #36, que acabou não completando a prova.

Com Nasr e Tandy como titulares, o Porsche Penske #7 voltou a contar com Laurens Vanthoor nas 12 Horas de Sebring, seguindo o jargão futebolístico de que “em time que está ganhando não se mexe”. E o resultado foi idêntico ao de Daytona: vitória. O feito foi histórico, já que o trio se tornou o primeiro a vencer as duas principais provas do endurance norte-americano no mesmo ano com a mesma formação desde 1966.
Sem a parceria com Massa — convidado apenas para Daytona —, Fraga quase repetiu o pódio ao terminar em quarto com o Riley #74. Fittipaldi voltou a lidar com frustrações e abandonou com o Pratt Miller #73, enquanto Serra concluiu Sebring apenas na sétima posição da classe GTD.
Nasr parecia imbatível no IMSA SportsCar. Apesar da contribuição fundamental de Tandy, o brasileiro era o grande nome do campeonato, com atuações impressionantes. Em Long Beach, o roteiro se repetiu: vitória do Porsche Penske #7, em mais uma exibição memorável do ex-F1. Assim como em Sebring, a equipe de Roger Penske fez dobradinha, com Mathieu Jaminet e Matt Campbell no #6.
Além de Nasr, Serra foi o único brasileiro presente em Long Beach, etapa que contou apenas com as classes GTP e GTD. No entanto, o tricampeão da Stock Car nem sequer chegou a assumir o carro: a Ferrari #34, pilotada por Manny Franco, abandonou antes de completar a primeira volta.

A reação — e o início da virada — do Porsche Penske #6 veio em Laguna Seca, no início de maio. Vitória da dupla Jaminet/Campbell, deixando Nasr e Tandy na segunda posição em mais um domínio da equipe. O fim de semana também foi positivo para o Brasil, com pódio na GTD: Serra e Franco terminaram em terceiro com a Ferrari #34.
No fim de maio, o IMSA foi a Detroit, e Nasr foi o único brasileiro na pista, já que a etapa contou apenas com GTP e GTD Pro. A Porsche Penske perdeu a invencibilidade da temporada para o Acura #93 da Meyer Shank, pilotado por Renger van der Zande e Nick Yelloly, vitória que marcou o primeiro triunfo de Hélio Castroneves como dono de equipe.
No duelo interno, o #6 voltou a levar a melhor, terminando em terceiro, logo à frente do #7 de Nasr e Tandy, o que reduziu ainda mais a vantagem da dupla brasileira no campeonato.
A virada definitiva ocorreu nas 6 Horas de Watkins Glen, com um acidente do Porsche #7 — com Tandy ao volante — no terço final da prova, já sob pista seca. O abandono permitiu que a liderança do campeonato mudasse de mãos, mesmo com Campbell e Jaminet terminando apenas em quarto. A vitória ficou novamente com a Meyer Shank, agora com Tom Blomqvist e Colin Braun no Acura #60.

A classe LMP2 retornou ao campeonato em Glen, mas Fraga e Fittipaldi ficaram fora do pódio, terminando em quinto e sétimo, respectivamente. A vitória foi do United Autosports #22, com Rasmus Lindh, Daniel Goldburg e Paul Di Resta.
Em Mosport, em julho, Nasr teve folga, já que a classe GTP não competiu. O destaque ficou para a LMP2, vencida por Dane Cameron e PJ Hyett com o #99 da AO Racing. Fraga subiu ao pódio ao terminar em terceiro com Gar Robinson, enquanto Fittipaldi foi sexto com Chris Cumming. Na GTD, Serra terminou em 11º.
A etapa de Road America trouxe mais dificuldades para o Porsche Penske #7. Apesar do discreto quinto lugar do #6, a vantagem na liderança do campeonato aumentou, já que Tandy se envolveu em um incidente e o #7 recebeu um stop-and-go de 60s, caindo para a 11ª posição. A vitória ficou com o BMW #24 de Dries Vanthoor e Philipp Eng.
Na pista, Nasr e Tandy terminaram atrás de 11 carros da LMP2, incluindo os de Fittipaldi, oitavo, e Fraga, 11º, logo à frente do Porsche #7. Serra salvou o dia para o Brasil ao conquistar o terceiro lugar na GTD.

Na Virgínia, no fim de agosto, apenas as classes GTD Pro e GTD competiram. Sem Nasr, Fraga e Fittipaldi, a torcida brasileira ficou concentrada em Serra, que terminou em sexto com a Ferrari #34. A vitória foi da Mercedes #57 de Philip Ellis e Russell Ward.
Correndo “em casa”, no Indianapolis Motor Speedway, a Porsche Penske viveu um fim de semana apagado. Com o #6 em sétimo e o #7 apenas em 12º, o título ficou praticamente encaminhado para Campbell e Jaminet. A vitória foi do Cadillac #31, com Jack Aitken, Earl Bamber e Frederik Vesti.
Na LMP2, Fraga voltou ao pódio com Gar Robinson e Josh Burdon, terminando em terceiro. Fittipaldi foi nono, enquanto Serra também subiu ao pódio da GTD com o terceiro lugar.
A Petit Le Mans encerrou a temporada 2025, e o milagre não veio para Nasr. Uma corrida atribulada rendeu apenas o décimo lugar ao Porsche #7, enquanto o #6 terminou em terceiro e confirmou o título da classe GTP. O alerta ficou ligado para a Porsche Penske após nova vitória do Cadillac #31.

Com o resultado, Jack Aitken superou Nasr e Tandy e terminou como vice-campeão. O brasileiro fechou o campeonato em terceiro, algo impensável após o início arrebatador da temporada.
Na LMP2, Fraga e Fittipaldi terminaram o ano em oitavo e nono, respectivamente. Já Daniel Serra, mesmo abandonando a Petit Le Mans após o “big one” na primeira volta, fechou o campeonato da GTD na quarta posição. Philip Ellis e Russell Ward garantiram mais um título para a Mercedes #57.
A temporada 2026 do IMSA SportsCar começa na Flórida, justamente com as 24 Horas de Daytona, entre os dias 22 e 25 de janeiro. Uma semana antes, os carros participam do Roar Before the 24, evento de teste e preparação para a grande prova.
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