Depois de dominar boa parte da temporada passada, a Ferrari enfrenta um cenário bem diferente no Mundial de Endurance (WEC) em 2026. Com BMW e Toyota mais competitivas, a equipe italiana passou a correr atrás na classificação, mas James Calado garantiu que a abordagem permanece a mesma: tratar cada etapa de forma independente e extrair o máximo desempenho possível do pacote disponível.
Em 2025, a Ferrari iniciou o campeonato de forma avassaladora, vencendo as quatro primeiras etapas do campeonato — com dois triunfos do #51, que Calado divide com Antonio Giovinazzi e Alessandro Pier Guidi. Com isso, a equipe italiana se colocou em posição de administrar a vantagem no segundo semestre.
Neste ano, porém, a situação é totalmente oposta. Com quatro etapas já realizadas, a escuderia de Maranello ainda não triunfou e vê BMW e Toyota, com duas vitórias cada, como protagonistas na briga pelos Mundiais de Pilotos e Construtores.
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, o britânico reconheceu que os resultados estão abaixo do esperado em comparação à campanha anterior, mas ressaltou que alguns contratempos também impediram a Ferrari de somar mais pontos nas primeiras etapas.
“Realmente, os resultados não têm sido tão bons quanto os do ano passado e, infelizmente, também tivemos um pouco de azar. Em Spa, por exemplo, houve um toque que nos tirou da zona de pontuação”, afirmou ao GP.
“Por outro lado, Ímola foi uma boa corrida e, em Le Mans, conseguimos praticamente o melhor resultado que era possível alcançar. Claro que não é a situação ideal e estamos alguns pontos atrás na classificação, mas estamos trabalhando muito para evoluir“, acrescentou.

Questionado sobre a diferença psicológica entre liderar o campeonato e correr atrás dos adversários, Calado minimizou o impacto da mudança de contexto e afirmou que a filosofia de trabalho continua exatamente a mesma.
“Do meu ponto de vista, o mais importante é tratar cada corrida de forma independente. Isso não muda. É claro que, quando você está na frente, tem mais a perder. Mas, quando está atrás, também tem mais a ganhar. No fim das contas, uma situação acaba equilibrando a outra“, avaliou.
“O fundamental é focar em extrair o máximo desempenho possível do nosso pacote, continuar evoluindo e aprender a cada volta e a cada corrida. Depois veremos onde estaremos”, afirmou.
“Vencer é ótimo, mas perder também faz parte do aprendizado. No fim, isso só torna você mais forte”, concluiu.
Após as 6 Horas de São Paulo, vencidas pelo BMW #15 de Magnussen, Marciello e Vanthoor, o WEC retorna apenas no dia 6 de setembro com a Lone Star Le Mans, no Circuito das Américas, em Austin, nos Estados Unidos.
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