Após ter os planos iniciais alterados pela não realização dos GPs de Bahrein e Arábia Saudita, a McLaren programou para Mônaco a celebração da milésima corrida na Fórmula 1. No entanto, o lançamento da pintura especial também levantou uma questão: por que a equipe celebra a etapa de número 1.000, se as estatísticas oficiais da categoria dizem que a participação em Monte Carlo será a 999ª? E a resposta reside em um dos grandes templos do automobilismo no mundo: Indianápolis.

O fatídico GP dos Estados Unidos de 2005, que terminou sob vaias e teve até objetos atirados na pista por um público furioso, não representou apenas uma das maiores vergonhas da história da Fórmula 1, mas também uma anomalia entre a contagem oficial e a da McLaren.

Na época, o grid da F1 estava dividido em duas fornecedoras de pneus: Michelin e Bridgestone. Em história amplamente relembrada ao longo dos tempos, a primeira não garantiu a segurança dos compostos devido às altas cargas no trecho do oval, o que poderia levar a rompimentos e acidentes graves. Todos os carros que usavam pneus Michelin, portanto, deram a volta de apresentação e voltaram aos boxes. E é aí que mora a questão.

Enquanto a Fórmula 1 só considera como participantes os seis carros que alinharam, todos com pneus Bridgestone, a McLaren conta a corrida por ter recebido luz verde para a volta de apresentação. Na época, a dupla da equipe era formada por Juan Pablo Montoya e Kimi Räikkönen.

A esquadra mantém o mesmo critério ao não contar, por exemplo o GP da China de 2026. Na ocasião, Lando Norris ficou preso na garagem e Oscar Piastri teve o carro recolhido no grid, o que não permitiu ao time fazer a volta de apresentação. Portanto, a corrida é uma das únicas quatro que a McLaren falhou em largar na F1, de acordo com essa contagem; as outras foram em 1966 (Bélgica e Países Baixos) e 1983 (Mônaco).

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 5 a 7 de junho, com o GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Elevação do oval se provou um problema para a Michelin (Foto: McLaren)

GP de Mônaco de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 108:3010:3012:3013:30
Treino livre 212:0014:0016:0017:00
Treino livre 307:3009:3011:3012:30
Classificação11:0013:0015:0016:00
Corrida10:0012:0014:0015:00

*Horário de Brasília

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