Se ontem o que ficaram foram percepções ainda sem cara de certezas, este sábado (25) de classificação do GP da Cidade do México sublinhou realidades que desenham o futuro deste fim de semana, sim, mas também do resto da temporada. O domínio implacável desfilado por Lando Norris foi categórico e mostrou um piloto que tão poucas vezes sai à rua: o Norris capaz de atacar.
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Quis o conjunto de circunstâncias que no grande dia dele na temporada, provavelmente em toda a carreira, recebesse a soma de todos os medos dos rivais. Para Max Verstappen, uma Red Bull que em nada se assemelha ao time em franca retomada dos últimos dois meses. Já para Oscar Piastri, a incapacidade de reagir. Ambos vão largar não apenas atrás de Norris, mas também da dupla de pilotos da Ferrari.
A maneira como o grid está formatado deixa o gostinho do desejo sobretudo para a largada. Quem ataca quem? E ataca como? Quem joga duro e quem se preserva? O domingo promete delinear a realidade do fim de temporada. O GRANDE PRÊMIO separou cinco lições deixadas pelo sábado na Cidade do México.

O MELHOR MOMENTO DE NORRIS GENTE GRANDE
É possível dizer que Norris finalmente aprendeu a sentir cheiro de sangue n’água, tal qual um tubarão do alto da cadeia alimentar que controla com dentes de aço? Não! Ao menos não com certeza. É cedo demais para garantir que Norris saiu do casulo borboleta aos olhos do mundo durante a corrida pelo caneco, mas foi o que aconteceu ao menos neste sábado. Sem que Verstappen conseguisse resolver os próprios dissabores, sem falar no desmoronamento do companheiro de equipe, não deu chance para o azar. Esmagou Piastri, os rivais todos e quem quisesse aparecer. Terá as duas Ferrari logo atrás e uma chance dourada de assumir a liderança do campeonato com quatro corridas pela frente. Para isso, tem de concluir o trabalho no domingo. Mas para sempre terá este sábado, o grande dia da carreira.
O MILAGRE POR UM TRIZ
A meteórica recuperação recente fez com que Verstappen recebesse tratamento de favorito ao caneco, mesmo dezenas de pontos atrás. Estava claro, porém, que tudo tinha de dar certo. Que tudo precisa jogar a seu favor na roleta da sorte que é uma remontada como essa, de quem chegou a estar 97 pontos atrás do líder. O México, terra de tantos sucessos em anos passados, apareceu como obstáculo do tamanho de um cometa. Se a corrida do domingo caminhar como a classificação do sábado, as chances do penta serão sepultadas ali mesmo e deixadas como ruínas astecas e toda a glória do que foi bom enquanto durou.

PIASTRI… ACABA ASSIM?
É assombroso o que acontece com o ainda líder do campeonato. Piastri desmantela frente aos olhos do mundo como poucas vezes se viu na Fórmula 1. Não consegue reagir desde a Itália, não é capaz de se aproximar sequer de Norris e aproveitar uma corrida que tinha tudo para oferecer a chance de respirar frente à ameaça Verstappen. Lembro de uma cena do ótimo ‘Fogo Contra Fogo’, quando o personagem de Robert de Niro, o cabeça de uma gangue de ladrões de bancos, jura de morte um contratante que o traiu. “Estou falando com uma linha telefônica vazia”, diz. “Ninguém está aí, porque a pessoa do outro lado é um homem morto”. Piastri ainda lidera, sim, mas é evidente para olhos vivos que se trata apenas de um descompasso matemático.
OTIMISMO JUSTIFICADO
E não é que a Ferrari estava (parcialmente) certa? A classificação apontou que a equipe italiana estava certa realmente em chegar toda pomposa de otimismo, perfumada e faceira para o GP da Cidade do México. A força da McLaren, ao menos de Norris, estragou o plano central, que era largar favorita, mas posicionar Charles Leclerc e Lewis Hamilton entre os primeiros três colocados não deve ser descartado como trivial. A Ferrari tem chances reais de vencer, ainda que precise de algum empurrão para superar Lando. E é favorita a um pódio duplo. Talvez seja a única chance real de Hamilton em 2025.

HAAS MELHOR DO RESTO
O pelotão intermediário se comporta como verdadeira banda mariachi na terra do sombreiro: uma fila interminável de profissionais esforçados com seus instrumentos soprando em paralelo. Prever ordem de forças pelos resultados de cada um se torna tarefa meio insólita. Mas as simulações de corrida apresentadas pelo treino livre do sábado mostraram Oliver Bearman, na Haas, com o melhor ritmo entre todos os pilotos com uso dos pneus médios. Como Bearman larga na nona posição e Esteban Ocon sai em 11º, a Haas tem condições reais de sair com pontos para os dois. Sobretudo se os primeiros colocados, envolvidos em trajetórias próprias, agirem com certa loucura que o desespero traz.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Cidade do México AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO está IN LOCO no Autódromo Hermanos Rodríguez para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Daniel Balsa.
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| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Corrida | 17:00 | 19:00 | 21:00 | 22:00 |
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