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Alpine cogita teste de desenvolvimento com Herta antes do GP de Singapura
F1

Alpine cogita teste de desenvolvimento com Herta antes do GP de Singapura

De acordo com a revista inglesa Autosport, Colton Herta está cotado para participar de um teste com a Alpine em Hungaroring, o que ajudaria o americano a obter mais um ponto na saga em busca da superlicença

Luana Marino

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Enquanto permanece impedido de ir para a AlphaTauri em 2023 por conta dos pontos da superlicença, Colton Herta agora está na mira da Alpine. Mas a intenção da base em Enstone, de acordo com a revista inglesa Autosport, é colocar o americano para participar de um teste particular em Hungaroring, programado para acontecer antes do GP de Singapura, próxima etapa da temporada.

A sessão faz parte do programa de desenvolvimento da Alpine com carros antigos, do qual fazia parte Oscar Piastri. Desde o ano passado, o australiano andava com a A521, modelo de 2021, para adquirir quilometragem e se preparar para a estreia na Fórmula 1 pelo time francês. Porém, após a ida de Piastri para a McLaren ser confirmada, a Alpine agora procura um substituto para continuar os testes.

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Herta e a saga da superlicença: teste com Alpine ajudaria na pontuação (Foto: indycar)

Embora Herta esteja cotado para assumir o volante do carro, Nyck de Vries também tem chances de participar do teste na Hungria. Ao ser procurada pela publicação inglesa, a Alpine desconversou sobre o assunto, dizendo apenas que “não comenta testes particulares”.

O atual piloto da Andretti na Indy ainda pode aparecer em alguma sessão de treino livre da F1 até o final do ano, como cumprimento do regulamento que determina que as equipes coloquem novatos para andar em TLs ao longo na temporada. Herta é piloto de desenvolvimento da McLaren, e Zak Brown não descartou a possibilidade de promovê-lo ao volante do MCL36 em breve.

“Eu não descartaria Colton”, afirmou o dirigente, deixando claro, no entanto, que “qualquer coisa que fizermos será do interesse da McLaren, em vez de ajudar a AlphaTauri”. Piastri também é opção, ainda mais com contrato assinado para correr com o time de Woking em 2023, ao lado de Lando Norris. A questão, no entanto, é o acordo ainda em vigor com a Alpine. “Ainda não temos clareza, porque Oscar está sob contrato em 2022.”

“Ainda estamos desenvolvendo o carro, então é improvável querer colocar um novato [no treino livre] quando ainda estamos testando peças. Restam apenas seis corridas, mas a indecisão é se será um ou dois pilotos. Acho que saberemos em algumas semanas”, finalizou Brown.

Se for confirmada a participação de Herta, ele teria de completar 100 km ao volante do carro da Alpine — algo fácil de ser atingido em sessões do tipo — para conquistar mais um ponto para a superlicença, chegando, com isso, a 33. Restariam ainda sete para o piloto bater os 40 necessários para se candidatar ao grid da F1.

Participar de treinos livres também entra na contagem, já que as equipes são obrigadas pelo regulamento a ceder lugar para pilotos novatos em um treino livre do fim de semana, ao menos duas vezes no ano. Acontece que restam mais seis fins de semana, e mesmo que Herta andasse em todos até o final da temporada, chegaria a 39, ainda sendo insuficiente, de acordo com o regulamento da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

O interesse da Alpine em colocar Herta para andar não é por acaso: a equipe tem como prioridade Pierre Gasly, que hoje é piloto da AlphaTauri e tem contrato para o ano que vem, para o lugar de Fernando Alonso. A equipe de Faenza, no entanto, já deixou claro que só libera o francês para correr na rival se o substituto for Herta. A pontuação da superlicença tem sido o grande impasse, e apesar de ter cogitado no início acionar uma brecha no regulamento para dar ao jovem de 22 anos a permissão para correr na F1, a FIA disse recentemente que “não será pressionada” por equipe alguma para abrir exceção.