Com a presença da alta cúpula no Festival de Goodwood, que acontece entre os dias 9 e 12 de julho, na Inglaterra, a BYD abriu o jogo sobre o real interesse na Fórmula 1 e a possibilidade de ingressar no grid nos próximos anos. Embora tenha declarado o sonho de seguir por esse caminho, Stella Li, vice-presidente da empresa chinesa e diretora-geral para as Américas, Europa e Oriente Médio, deixou claro que não existe um plano concreto neste momento.

Após fazer a primeira declaração de interesse no início de março, representantes da marca estiveram presentes no GP da Mônaco para se reunir com nomes importantes da categoria. Em determinado momento, o portal inglês PlanetF1 trouxe a informação de que a fabricante estava atuando nos bastidores para ter Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, como líder do projeto.

O mesmo site, inclusive, divulgou que a BYD chegou a entrar na disputa pela aquisição de 24% das ações da Alpine pertencentes à Otro Capital, embora a própria montadora entenda que a melhor opção seja criar uma equipe totalmente nova — seguindo algo semelhante ao que fez a Cadillac, estreante na F1 em 2026. Também surgiram rumores — mais fracos, é verdade — acerca de uma possível compra da Racing Bulls, principalmente em meio ao debate sobre copropriedade de times na categoria.

Vale lembrar que em 2025, Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), defendeu a entrada de uma 12ª equipe no grid e declarou preferência por uma marca chinesa. “Se houver uma equipe da China, digamos, e a FOM (Formula One Management) aprovà-la — e tenho 100% de certeza de que aprovará —, não seria mais lucrativo com a entrada da China? Acredito que sim”, disse na ocasião.

Agora, em conversa com a imprensa no Festival de Goodwood, Alfredo Altavilla, executivo responsável pela expansão da fabricante pela Europa, deu mais detalhes sobre o interesse em participar do Mundial. Inclusive, deixou claro que não estão participando dos debates acerca do próximo regulamento, que pretende trazer de volta os motores V8.

“Não participamos da discussão sobre as novas regras para 2030. Acho que Stella [Li] foi muito clara sobre isso: só consideramos a F1 na medida em que nossa tecnologia possa servir aos propósitos da categoria. Nunca participaremos da F1 apenas para colocar um adesivo na lateral de um carro. Existem maneiras melhores de investir esse dinheiro”, declarou.

Christian Horner já chegou a se reunir com Stella Li, vice-presidente da BYD (Foto: Reprodução)

“Se encontrarmos uma forma de sermos parceiros tecnológicos da F1, poderemos ter interesse. Nesse caso, precisaremos encontrar uma solução. Mas esse é um pré-requisito. Então, vamos ver como essas novas regras vão evoluir”, completou o dirigente.

Li, por sua vez, foi menos vocal em relação ao assunto, mas não deixou de responder ao ser perguntada se existe um projeto em andamento com vista à entrada no grid em futuro próximo. “Não, não existe nenhum projeto. Eu disse que não há nenhum projeto em andamento. O sonho sempre existe, mas não temos um plano concreto”, encerrou.

A Fórmula 1 volta de 17 a 19 de julho no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, décimo da temporada 2026.

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