Talvez este sábado (31), Halloween em alguns lugares do mundo e início das festividades do Dia de Los Muertos mexicano, que será celebrado em totalidade no próximo dia 2, tenha sido o mais longo do ano em termos horas seguidas em atenção. Isso porque acabava de passar das 9h horário local (12h de Brasília) quando a Haas anunciou que Ryō Hirakawa correria no lugar de Esteban Ocon — que estava fora por algo sequer relacionado à saúde. Daí em diante, foi um dia bastante movimentado.
Na pista, Lewis Hamilton foi quem fez valer o potencial que a Ferrari mostrou desde o primeiro treino na sexta-feira e voltou a conquistar uma pole após mais de três anos. Deu o ar da graça do bom e velho Lewis, o dono dos sábados, dono de um recorde implacável. Mas teve mais.
O GRANDE PRÊMIO destaca cinco coisas que aprendemos no sábado do GP da Cidade do México.

CAMINHO DE CÂMARA PAVIMENTADO
O sábado no México começou com uma bomba: a demissão de Esteban Ocon. Que nem foi anunciada assim, mas veio como um anexo da notícia de que Ryō Hirakawa, que andara no TL1 do dia anterior, estrearia como titular. Daqui a uma semana, porém, Hirakawa estará em Monza para tentar assegurar o título mundial de Pilotos com os companheiros do Toyota #8 no WEC enquanto a F1 estará em São Paulo, no Brasil de Rafael Câmara, piloto contratado para assumir a vaga de Ocon em 2027. Faz todo sentido imaginar que lá estará. Depois, Las Vegas, onde também é possível que ande. Caso os GPs de Catar e Abu Dhabi sejam realizados, é provável que Hirakawa volte ao cockpit enquanto Câmara tenta conquistar o título da F2. Mas a estreia em Interlagos faz todo sentido.

HAMILTON, O RECORDISTA
Finalmente! Lewis Hamilton conseguiu voltar a conquistar uma pole-position na Fórmula 1 após três anos e três meses — ou longos 39 meses. Foi a primeira posição de honra que conseguiu pela Ferrari e ampliou o recorde histórico para 105 poles, um número que verdadeiramente tem ares de inalcançável, visto que nenhum outro conseguiu fazer mais de 68. O sucesso veio ao capitalizar o ritmo surpreendente que a Ferrari mostrou desde o primeiro treino livre, mas com Charles Leclerc puxando a fila e levando vantagem inicialmente. No fim das contas, uma virada. Pode ser que o tempo desde que mandava nos sábados faça parte do público esquecer o quão impressionante Lewis sempre foi em ritmo de classificação. “Amo o que faço. Acordo todos os dias pensando nisso”, declarou depois de sair do carro. Vai saber se a pole no México levará a uma vitória ou ao começo de algo mais, mas é bom ver Hamilton de volta fazendo a segunda coisa que mais vezes fez na F1, atrás apenas de vencer.

ANTONELLI IRREQUIETO
“Não estou relaxado”. Foi o que afirmou Andrea Kimi Antonelli após conquistar a quinta colocação na classificação do GP da Cidade do México — que virou quarto lugar no grid de largada por conta da punição a Max Verstappen. O que Antonelli admite, e de maneira até muito madura, é que todas as perguntas e todo o ambiente com relação à conquista iminente do título mundial no domingo no México estão, sim, atrapalhando o rendimento. É um Antonelli inquieto, o deste fim de semana, como em nenhum outro momento da temporada 2026. A hora de confirmar a vitória é dura, a perna pesa, o braço treme, é como costuma acontecer. É o esperado quando alguém de 20 anos de idade está próximo à glória maior do automobilismo. Tudo ficará bem caso o trabalho seja concluído.

PIASTRI VIVE ANO INEXPLICÁVEL
Por mais que tenha faltado à McLaren a potência final para ficar na briga pela pole-position, algo que parecia possível até o Q2, Lando Norris mostrou algumas vezes até aqui no México que está em nível absolutamente diferente de Oscar Piastri. Norris teve ótimos momentos na temporada, embora tenha caído de rendimento junto do carro e dê a impressão de estar ansioso para o fim de 2026. Mas Piastri não compete em momento algum. Hoje, terminou eliminado no Q2, vai largar na 12ª colocação — fez o 13º tempo, mas ganhou uma posição pela desclassificação de Liam Lawson. A volta foi 0s8 pior que a do companheiro. Não dá para culpar com certeza a derrota de 2025 pelo ano tenebroso, mas a analogia é irresistível. Piastri nem parece o mesmo piloto dos melhores momentos.
ASTON MARTIN É UM BOLO DE FRUSTRAÇÃO
Justamente quando parecia que a Aston Martin teria um dia positivo… Fernando Alonso deixou a classificação após apenas alguns minutos de Q1 com um vazamento de bombeamento d’água ligado ao sistema ERS. Mesmo assim, foi mais rápido que outros cinco pilotos. “Q3 era possível”, lamentou. Mesmo que Q3 seja pedir demais desse carro, o Q2 era praticamente certeza, e isso desde o ritmo mostrado no segundo treino livre. Lance Stroll, por sua vez, errou volta rápida na hora da verdade e terminou atrás de Alonso. Dá tudo errado.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Cidade do México, 19ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Horários do GP da Cidade do México da F1 2026
O GP da Cidade do México acontece de 30 de outubro a 1º de novembro, no Autódromo Hermanos Rodríguez, com treinos livres, classificação e corrida.
| Dia | Sessão | Brasil | Portugal | Angola | Cabo Verde | Moçambique |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Domingo, 1º/11 | Corrida | 17h | 20h | 21h | 19h | 22h |
Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.