Lewis Hamilton conquistou, neste sábado (31), sua primeira pole-position defendendo as cores da Ferrari na Fórmula 1. O feito no Autódromo Hermanos Rodríguez encerrou um jejum de pouco mais de três anos e, ao término da sessão, o britânico não escondeu a felicidade por voltar à posição de honra e creditou a longevidade em alto nível ao amor que sente pelo esporte.

Além do hiato de pole-positions, a comemoração intensa de Hamilton encontrou justificativa no desenrolar do fim de semana. Na sexta-feira, foi forçado a gastar tempo do TL1 realizando medições com grelhas aerodinâmicas e pouco trabalhou em simulações. Depois, viu o TL2 terminar mais cedo após um problema na unidade de potência da equipe de Maranello. Sem ritmo de corrida testado, o trabalho de garagem falou mais alto.

“Foi ótimo, a sensação é muito boa. Estou muito feliz, sem palavras. Tem sido um fim de semana muito desafiador. No TL1, andamos com grelhas aerodinâmicas e tivemos aquele problema de motor ontem, o que nos deixou em desvantagem e sem conseguir fazer uma simulação de corrida. Mas fizemos um trabalho muito bom com o acerto. Aprendemos muito com a última corrida”, celebrou o dono do carro #44.

A disputa pela ponta foi eletrizante e definida nos mínimos detalhes, com o veterano superando George Russell, da Mercedes, por meros 0s009 no Q3. Além de desbancar a concorrência após flertar com a eliminação no Q2, a marca tem um sabor numérico especial para Hamilton, que chegou à 105ª pole, ampliando o próprio recorde na categoria.

“Está tudo muito parelho entre nós. Por exemplo, no Q2, eu não consegui encaixar a minha volta logo no começo. Acho que os outros têm pneus novos para a largada, mas conquistar a pole aqui… É muito especial estar no México, e fazer a pole de número 105, gosto desse número“, destacou.

Aos 41 anos e 9 meses, Hamilton tornou-se o quinto piloto mais velho a conquistar a primeira posição no grid de largada, o que inevitavelmente atrai os olhares sobre a sua longevidade na F1. Questionado sobre como mantém o vigor para superar os adversários mais jovens em disputas de milésimos, exaltou o rigoroso preparo físico e a paixão quase obsessiva pelo esporte.

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Hamilton vibrou muito com pole-position na Cidade do México (Foto: F1)

“Quando se tem vontade, dá-se um jeito. Está tudo na mente. Você pode sentir dores, mas, felizmente, eu não sinto. Treino muito boxe e faço todas essas coisas diferentes para tentar me manter jovem e em forma, mas simplesmente amo o que faço“, ressaltou.

“Esse amor não acabou. Acordo todos os dias pensando nisso, sonho com isso. Tenho esse apoio incrível ao redor do mundo. Essa galera me faz seguir em frente, então espero que eles estejam felizes com o dia de hoje e espero poder entregar um bom resultado para eles amanhã”, concluiu Hamilton.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Cidade do México, 19ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.