Carlos Sainz passou por um dilema antes de renovar o vínculo com a Williams em um novo acordo plurianual. O espanhol admitiu que as dificuldades de 2026 trouxeram dúvidas quanto ao potencial da equipe, mas reiterou que se recusa a virar as costas para os momentos de adversidade. Após conversar com os membros da equipe, decidiu dar sequência ao trabalho sem sequer analisar as propostas dos rivais.

Sainz chegou à Williams em 2025 para ajudar no processo de reestruturação com o objetivo de preparar a equipe para a temporada 2026, que conta com um novo regulamento. E, depois de a equipe reagir no ano passado, com o espanhol conquistando dois pódios, as expectativas eram altas para este ano.

Porém, a equipe baseada em Grove sofreu atrasos no projeto e desenvolveu um carro acima do peso e com problemas de downforce. Como resultado, a Williams amarga a nona posição no Mundial de Construtores, com 11 pontos, à frente apenas de Aston Martin e Cadillac.

Em meio às dificuldades, Sainz procurou a Audi em busca de uma oportunidade para 2027, mas não teve sucesso, uma vez que os alemães indicam que pretendem manter Nico Hülkenberg e Gabriel Bortoleto.

Assim, na semana do GP dos Países Baixos, a Williams confirmou a permanência de Sainz. O espanhol foi sincero ao falar da frustração com as expectativas para 2026.

“Não acho que faça parte da minha personalidade abandonar o barco quando a situação está no pior momento. E quando surge o maior obstáculo desde a conquista dos pódios no ano passado, não faz parte da minha personalidade ir embora. No fundo, sempre quis renovar, mas obviamente estava preocupado de que precisássemos garantir que os problemas não acontecessem novamente”, disse Sainz.

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Carlos Sainz renovou o vínculo com a Williams (Foto: Williams)

“Então conversei com todos na Williams para entender onde estávamos e como a situação atual afetou nossos planos. Não analisei completamente as outras propostas, porque minha prioridade sempre foi a Williams. Quero ficar em um projeto de longo prazo e entender como podemos deixar essa situação o mais rápido possível”, continuou o espanhol.

A Williams passa por um processo de reestruturação sob o comando de James Vowles. A temporada 2025 foi uma das melhores da equipe nos últimos anos. Embora a equipe tenha interrompido o desenvolvimento do carro de forma precoce para concentrar todos os esforços no novo ciclo de 2026, Sainz foi ao pódio nos GPs do Azerbaijão e do Catar. A expectativa, portanto, era um começo positivo.

“O início de 2026 foi um golpe nas minhas expectativas, especialmente depois do bom rendimento no ano passado. No fim, 2026, trouxe todos os problemas possíveis e atrasamos com o projeto de um carro com excesso de peso e sem downforce”, finalizou Sainz.

A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.