Carlos Sainz ficou frustrado com o atraso da Williams no desenvolvimento do FW48, que resultou na perda do primeiro teste da Fórmula 1 2026, realizado em Barcelona. Durante a coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO no Bahrein, o #55 disse que a ausência na Espanha não só deixa a Williams um passo atrás das rivais, como também mostra como a estrutura está atrasada em relação a elas.
A pré-temporada sempre tem um peso importante para pilotos e equipes, pois é durante os testes que são coletados dados para identificar os pontos fortes e fracos do carro e, a partir daí, iniciar o plano de evolução para o ano. Em 2026, no entanto, esses testes têm um peso ainda maior, visto que a F1 passa por uma das maiores transições de sua história.
Em 2026, os carros da F1 serão menores, mais leves e contarão com uma nova aerodinâmica. As unidades de potência, por sua vez, serão abastecidas com combustíveis sustentáveis e terão 50% da potência proveniente da parte elétrica. Além disso, os pilotos terão à disposição modos de boost, ultrapassagem e recarga. As unidades de potência também apresentarão três vezes mais energia elétrica do que as utilizadas até 2025, chegando a 350 kW, em vez dos atuais 120 kW.
Por isso, é extremamente importante acumular o máximo de quilometragem possível para, além de desenvolver atualizações para o carro, entender o funcionamento dos novos mecanismos. Sem tempo de pista em Barcelona, Sainz admitiu que a Williams está um passo atrás das equipes rivais.

“Foi frustrante. Não vou esconder o fato de que adoraria estar em Barcelona para aproveitar aqueles três dias e começar com tudo, mas infelizmente enfrentamos alguns problemas, alguns obstáculos que não esperávamos como equipe. Tivemos de readaptar nosso plano e fazer o melhor que pudemos com o que tínhamos, para chegarmos ao Bahrein e termos um dia tranquilo. Pelo menos, isso passa a mensagem de que fizemos isso por uma razão e que agora estamos correndo bem, tentando alcançar os outros”, disse Sainz.
“Eu não diria que a confiança está abalada. Acho que é mais uma constatação de que há várias áreas em que, mesmo tendo ficado no pódio no ano passado, em quinto lugar na luta pelo Mundial de Construtores, estamos um passo atrás e não estamos no nível que queremos em termos de comparação com as equipes e a forma como eles executam os testes de inverno, os preparativos e as mudanças no regulamento. Sabemos que há uma margem enorme para melhorias em muitas áreas. Quando vim para a Williams, sabia que seria assim e estou aqui para tentar ajudar em todas as áreas”, finalizou Sainz.
A Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV
F1 hoje: saiba aqui as notícias mais importantes do dia da Fórmula 1
▶️ Por que Red Bull foi eleita “referência” por rivais na 1ª semana de testes da F1 no Bahrein
▶️ “Não estamos preocupados”: Aston Martin detalha plano de recuperação na F1 2026
▶️ Leclerc exalta confiabilidade da Ferrari, mas vê Red Bull e Mercedes “um pouco à frente”