Carlos Sainz vive uma temporada conturbada com a Williams na Fórmula 1, mas ainda segue bastante motivado em pista. Recentemente, renovou o contrato com a equipe inglesa e manteve a vaga ao lado de Alexander Albon por pelo menos mais alguns anos. Além disso, garante que está feliz na categoria e que não pretende ir a lugar algum nas próximas temporadas, nem mesmo quando já estiver com 45 anos de idade.
Em entrevista à revista inglesa Autosport, Sainz falou sobre o que enxerga para o decorrer da carreira e nem cogitou deixar a Fórmula 1 em um futuro próximo. O espanhol, que está prestes a completar 32 anos de idade nesta terça-feira (1º), citou Lewis Hamilton, Fernando Alonso e o próprio pai, Carlos Sainz, como inspirações para sonhar com uma vaga no grid em 2040, quando completa 46 anos de vida.
Recentemente, Hamilton se tornou o piloto mais velho a vencer uma corrida da F1 desde 1994, enquanto Alonso fez história nos Países Baixos e virou a pessoa mais velha a pontuar em uma prova da categoria em 52 anos. Vendo o alto nível apresentado por ambos os experientes pilotos, Sainz segue confiante de que consegue ter uma carreira longeva também.
“Observando o que Fernando e Lewis ainda são capazes de fazer, assim como Nico Hülkenberg, que é alguns anos mais velho do que eu, isso me confirma que é possível manter um nível de pilotagem muito alto por bastante tempo. Tenho a sorte de estar em um esporte que permite que você permaneça nesse nível por muitos anos. Também tenho um exemplo dentro da minha família. Meu pai, Carlos, não está na Fórmula 1, mas aos 63 anos ainda é competitivo e, há dois anos, venceu o Dakar”, lembrou Sainz.
“Se cuidar da condição física e mantiver uma forte motivação, pode prolongar a carreira por muito tempo. É preciso estar bem mentalmente, porque também é necessário levar em conta todas as viagens, além dos compromissos de marketing e com a imprensa. Deixando esses aspectos de lado, acho que é possível continuar até os 45 anos”, analisou.
Sainz, no entanto, está apenas em 16º no Mundial de Pilotos, com 6 pontos somados. Mesmo em meio a um momento de baixa com a Williams, o espanhol ainda se diz motivado e não se vê longe dos holofotes da principal categoria de automobilismo do mundo.

“Por enquanto, sim. Vou permanecer na Fórmula 1 pelo máximo de tempo que puder. Não entendo as pessoas que dizem ‘não’. É estranho, porque minha teoria é que, aos 40 anos, você ainda não chegou nem à metade da vida, e eu me pergunto o que vou fazer na segunda metade dela”, seguiu o espanhol da Williams.
“Gosto de jogar golfe, andar de bicicleta, jogar padel e me desafiar com atividades empresariais, mas, mesmo se juntar tudo isso, nada me proporciona o mesmo prazer que estar onde estou hoje. Tenho consciência de como sou privilegiado por fazer parte deste esporte. É verdade que 24 corridas são muitas e que existem vários outros compromissos em torno delas, mas, quando vou para a cama à noite, lembro a mim mesmo que não trocaria tudo isso por nada neste mundo”, finalizou Sainz.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 4 a 6 de setembro, em Monza. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP da Itália de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 07:30
- Treino livre 2: 11:00
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 11:30
- Treino livre 2: 15:00
- Treino livre 3: 11:30
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 09:30
- Treino livre 2: 13:00
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 12:30
- Treino livre 2: 16:00
- Treino livre 3: 12:30
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00