Após admitir que sofre com limitações do orçamento para atualizar o carro, Toto Wolff, chefe da Mercedes, ressaltou que não gastou demais no início da temporada 2026 da Fórmula 1, já que o W17 era bem superior em relação à concorrência — por conta disso, optaram por não levar grandes atualizações para o carro. O dirigente também destacou que perderam muitos pontos por conta dos problemas de confiabilidade.

Em vigor desde a temporada 2021 na F1, o teto orçamentário foi fixado em US$ 215 milhões (R$ 1,1 bilhão, na cotação mais recente) para este ano por causa da mudança no regulamento técnico — valor bem acima dos US$ 135 milhões (R$ 693 milhões) do ano passado.

No caso específico da Mercedes, boa parte do montante que seria usada para evoluir o carro foi utilizada para construir um projeto forte o bastante já para o começo do campeonato. Não por acaso, as Flechas de Prata venceram os seis primeiros GPs com facilidade, o que levou Andrea Kimi Antonelli a construir uma boa margem na liderança do campeonato.

No entanto, o time de Brackley não tem atualizado tanto o modelo, ao contrário de Ferrari e McLaren. A partir do GP da Catalunha, foram duas vitórias para cada uma das rivais, evidenciando a queda de rendimento da equipe chefiada por Wolff, que não leva uma grande atualização para o W17 desde o Canadá, em junho.

O chefe da Mercedes, que já admitiu que “não tem recursos para financiar desenvolvimentos a crédito”, negou ter gastado demais no início do ano e enfatizou que, sem os problemas de confiabilidade, poderiam ter uma vantagem ainda maior sobre as rivais.

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Mercedes já vê ameaça de Ferrari e McLaren na F1 2026 (Foto: Reprodução/F1)

“Há muitos motivos pelos quais isso pode ser analisado. Gastamos muito no início, no desenvolvimento inicial? Não creio. Só acho que somos uma organização com um determinado tamanho e infraestrutura”, declarou Wolff em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO.

“Nesse sentido, tínhamos um carro muito bom. Deixamos 50 ou 100 pontos na mesa devido a problemas de confiabilidade, o que nos daria uma vantagem um pouco maior do que temos hoje”, apontou.

“Além disso, estamos apenas seguindo a execução do plano e o que as realidades financeiras significam para nós”, completou.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 4 a 6 de setembro, em Monza. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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