Mesmo com acerto junto à Williams para os próximos anos anunciado há tempos, Carlos Sainz ainda tem de responder perguntas aos montes sobre outras possibilidades e aquilo que não aconteceu. Como a vaga de Sergio Pérez na Fórmula 1, para a qual foi cotado. E Sainz negou a corrente de opinião que apontava possível bloqueio da equipe pela relação tempestuosa com Max Verstappen anos atrás.

Os dois, Carlos e Max, começaram juntos na F1 como companheiros de equipe na antiga Toro Rosso, atual RB [Visa CashApp RB]. Durante o pouco mais de um ano em que dividiram garagem, os dois tiveram problemas com direito até a bate-boca público. Sainz, porém, explica que a razão para as rusgas era bem específico daquele período, quase dez anos atrás.

“Creio que eu me daria muito bem com ele [hoje em dia]”, afirmou em entrevista à revista alemã Auto Motor und Sport. “Tínhamos 16 e 19 anos naquela época e crescemos muito desde então. Na Toro Rosso, escalam os pilotos e dizem para lutar contra o companheiro para ver quem é melhor e será promovido à Red Bull”, explicou.

“É por isso que a Toro Rosso existe. Lá, você não guia junto do companheiro pensando no Mundial de Construtores, senão o comportamento dos pilotos mudaria completamente”, opinou.

Carlos Sainz garantiu que relação com Max Verstappen não seria impeditivo de nova parceria (Foto: AFP)

Sainz foi além e destacou a boa relação que teve com os últimos dois companheiros de equipe: Lando Norris, na McLaren, e Charles Leclerc, na Ferrari.

“Nunca tive problema algum [com os dois]. Então, se minha relação com Max foi a razão pela qual não terminei [na Red Bull], posso dizer que não haveria problema. Se a decisão foi baseada só nisso, acho que foi um erro. Mas já disse isso para eles”, continuou.

Fórmula 1 agora volta às pistas para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos, entre os dias 21 e 24 de novembro. Depois, realiza corridas no Catar, última sprint do ano, e Abu Dhabi.

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