A batalha entre Carlos Sainz e Lewis Hamilton, no início do GP de Abu Dhabi de Fórmula 1, disputado no último domingo (20), custou o pódio ao piloto da Ferrari. Ao menos, essa é a opinião do espanhol, que lamentou um problema na marcha da F1-75 que o fez perder o quarto lugar para o britânico na largada da última corrida do ano. No entanto, o companheiro de Charles Leclerc destacou a importância dos segundos lugares entre Pilotos e Construtores em 2022.
“Acho que precisamos ficar felizes, conseguimos garantir o segundo lugar no Mundial de Construtores e o segundo lugar para Charles [Leclerc] no de Pilotos — que era o objetivo principal da corrida”, celebrou Sainz. “Minha corrida foi um pouco comprometida depois da largada, com um problema na marcha que eu tive ao longo de todo o fim de semana”, lamentou.
Logo na primeira volta, ao perder a quarta posição para a Mercedes de Hamilton, Sainz foi com tudo atrás do inglês e tentou a ultrapassagem na curva 6. No entanto, Lewis passou por fora da pista ao tocar no carro da Ferrari e se manteve à frente, devolvendo a posição apenas na quarta volta — e de forma estratégica, já com a intenção de passar novamente na zona de asa móvel da volta seguinte.
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“Eu sabia que isso [problema na marcha] ia me custar na largada, e então Lewis [Hamilton] pulou [por fora] na chicane”, destacou. “Ele me deixou passar, mas de forma ousada — para me ultrapassar na zona de DRS de novo. Por isso, precisei gastar muito os pneus para passar por ele novamente, o que me custou bastante tempo de corrida, custou pneus e me forçou a fazer duas paradas”, explicou.
“A partir daí, eu fiquei em uma estratégia mais lenta, de duas paradas, e não consegui voltar à briga pelo segundo lugar”, admitiu. “Mas num geral, foi um bom fim de semana em termos de ritmo — e com um azar logo na largada”, ressaltou.
Apesar da crítica ao movimento do britânico, Sainz evitou criticar Hamilton. O espanhol admitiu que já fez uso do artifício antes, mas não deixou de demonstrar certa insatisfação por ter tido a corrida comprometida logo no início.
“Eu já usei essa regra antes, então não vou criticar Lewis por isso — eu teria feito algo similar”, reconheceu. “Mas é assim que as coisas são, você ganha a posição com um grande movimento por dentro e o outro piloto decide cortar a chicane, então sua corrida fica comprometida dali em diante porque precisa brigar com um carro que você já deveria estar à frente desde a primeira volta”, encerrou.