Charles Leclerc vive uma temporada 2023 um tanto quanto turbulenta. Apesar das mudanças na chefia e em outros departamentos, a Ferrari ainda teima para engrenar na Fórmula 1, e isso tem provocado certa impaciência no monegasco, que se vê em apuros por erros e acidentes. Neste instante, o piloto de 25 anos sustenta apenas o sétimo posto no Mundial, muito embora tenha duas poles e um pódio, tudo conquistado no GP do Azerbaijão, na melhor apresentação ferrarista até o momento. Mesmo assim, Leclerc entende que, quando se tenta alcançar o limite, “às vezes, incidentes vão acontecer”.
O caso é que Charles também vem sendo cobrado duramente pelo desempenho inconsistente neste início de campeonato. E foi criticado, inclusive, por oferecer perigo após os acidentes em que se envolveu durante o fim de semana do GP de Miami. Leclerc bateu duas vezes — a primeira durante o segundo treino livre e a segunda na fase final da classificação, o que possivelmente lhe tirou a chance de tentar a pole.
“Temos sistemas diferentes para corridas seguras. Também por causa disso, eu me concentro apenas na velocidade e em como levar o carro ao limite. Às vezes, acontecem os erros. Quando eu começar a pensar no perigo, então se será a hora de me aposentar”, afirmou o ferrarista, em declaração aos jornalistas durante um evento de um patrocinador da Ferrari na Itália.
“Na pista, você só vê o resultado, mas tem muito trabalho por trás e muitas vezes as pessoas não entendem. Confiança é tudo, desde o carro até os mecânicos e engenheiros. Então, não pode ser diferente quando você alcança 250 km/h. Tudo precisa ser perfeito. E deve existir confiança em todos os aspectos”, completou.
Leclerc também falou sobre a pressão de correr pela Ferrari na Fórmula 1, especialmente em um momento em que a escuderia ainda tenta se encontrar e entregar um pacote mais competitivo. “Sempre sonhei em pilotar na F1 e na Ferrari, então entendo toda responsabilidade que é isso. Aqui, requer muita paixão também. Mesmo com o menor erro, as pessoas ficam desapontadas.”
“Mas temos de estar preparados para isso. No nosso esporte, a pressão é normal. Você briga e disputa, mesmo quando as coisas não saem da forma como você quer”, emendou.
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O monegasco ainda entregou a receita de como enfrentar as cobranças e fazer a diferença. “É tudo uma mistura de trabalho, preparação e risco. Acontece principalmente quando vou dar uma volta de classificação, tenho de entender os limites do carro, dos pneus e da pista. É preciso juntar o trabalho árduo e a consistência, mesmo quando tudo não sai do que jeito que você espera”, reforçou Charles.
A Fórmula 1 volta daqui a uma semana com o GP de Mônaco, após o cancelamento da etapa da Emília-Romanha, devido às fortes chuvas na região.