Toto Wolff confirmou que a Mercedes terá um pacote de atualização no GP do Bahrein, realizado neste fim de semana em Sepang, na Malásia. A equipe não introduzia um grande conjunto de novidades no W17 desde a etapa do Canadá, no fim de maio, e espera que as mudanças ajudem a recuperar terreno diante dos principais rivais, principalmente em ritmo de classificação. E, segundo o mandatário, o circuito malaio oferece um “teste completo” para as novidades.

A Mercedes continua sendo a principal força da F1 2026 e venceu seis das dez corridas disputadas desde o GP do Canadá, além de ter feito cinco pole-positions. Porém, viu o crescimento das rivais, principalmente da McLaren, ameaçar o que se desenhava uma temporada tranquila.

Na Espanha, por exemplo, Andrea Kimi Antonelli contou com um safety-car virtual em momento inoportuno para Lando Norris, que liderava e acabou ficando para trás. Por outro lado, os triunfos do britânico vieram em provas onde a equipe papaia teve clara superioridade, como na Hungria e nos Países Baixos.

Essa situação fez com que o italiano chegasse a afirmar que a Mercedes não tinha o carro mais rápido da F1, enquanto George Russell colocou a McLaren como “equipe a ser batida” no segundo semestre. Agora, quase quatro meses depois do último grande pacote, ambos voltam a ter novidades à disposição.

Wolff disse que a Mercedes tem consciência da perda de competitividade e afirmou que o trabalho da equipe está concentrado em mudar esse cenário. Monza e Baku, segundo ele, apresentam características particulares que dificultaram a comparação direta entre os carros, mas o desempenho em circuitos mais convencionais ficou abaixo do esperado.

“Estamos trazendo um pacote de atualização neste fim de semana, e esse é um passo importante para nós. Nos circuitos mais representativos das últimas corridas, não estivemos onde queríamos. Monza e Baku apresentaram desafios únicos, mas, nas pistas mais convencionais, não estivemos na disputa pela pole-position”, afirmou.

Mercedes continua à frente, mas se vê ameaçada, principalmente, pela McLaren (Foto: AFP)

“Sabemos disso e estamos trabalhando duro para mudar. A atualização é, espero, mais um passo à frente, mas não há garantias na Fórmula 1”, emendou.

O austríaco ressaltou que os dados obtidos durante o fim de semana e, principalmente, o tempo de volta serão os responsáveis por determinar se as mudanças produziram o efeito esperado. Além disso, na visão dele, o circuito de Sepang — que sedia o GP do Bahrein por causa dos conflitos no Oriente Médio — será um teste completo para medir a evolução.

“O cronômetro é sempre o juiz final. Nosso foco está em entender rapidamente o pacote, executar bem o fim de semana e tentar nos colocar novamente na disputa pela frente”, explicou.

“Sepang é um circuito exigente, que faz todas as perguntas possíveis ao carro. Você precisa de desempenho nas curvas de alta velocidade, boa tração, forte gerenciamento dos pneus e consistência em condições quentes e desafiadoras. É um dos testes mais completos do calendário”, concluiu.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 2 a 4 de outubro, na Malásia, que recebe o GP do Bahrein. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Sepang AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

GP do Bahrein na Malásia de F1: veja os horários no Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

Horários no Brasil*

Sexta (2)

Sábado (3)

Domingo (4)

Horários em Cabo Verde

Sexta (2)

Sábado (3)

Domingo (4)

Horários em Portugal e Angola

Sexta (2)

Sábado (3)

Domingo (4)

Horários em Moçambique

Sexta (2)

Sábado (3)

Domingo (4)

*Horários de Brasília