Frédéric Vasseur quer uma Ferrari mais disposta a correr riscos para encontrar caminhos próprios na Fórmula 1. Depois de um início de temporada complicado e de uma recuperação que trouxe maior estabilidade no segundo semestre, o chefe da escuderia italiana defendeu uma postura mais agressiva em estratégia, inovação e desenvolvimento para evitar que os rivais ditem as direções seguidas em Maranello.

Em entrevista à versão inglesa do site Motorsport, Vasseur explicou que a necessidade de assumir riscos esteve presente desde o início do trabalho na Ferrari. Para o francês, seguir as soluções apresentadas por outras equipes pode limitar a capacidade de evolução e impedir que a equipe encontre diferenciais próprios.

“Desde o início da temporada, tive a sensação de que precisávamos correr mais riscos na pista, na inovação e no desenvolvimento, para seguir uma direção diferente dos demais, em vez de apenas segui-los. Quando você é agressivo na estratégia, às vezes é um gênio, como em Barcelona, e às vezes não; mas somos as mesmas pessoas”, afirmou.

No entanto, o chefe de equipe ressaltou que resultados negativos também fazem parte do processo de construção de uma mentalidade mais agressiva. Na avaliação de Vasseur, a experiência adquirida com essas escolhas é fundamental para melhorar a capacidade de tomada de decisão.

“Acho que precisamos desenvolver essa mentalidade, porque você melhora ao assumir riscos, na avaliação de fatores, na capacidade de tomar decisões; isso significa que temos de continuar na mesma direção, e teremos um desempenho cada vez melhor, corrida após corrida”, ressaltou.

Frédéric Vasseur exige que Ferrari tenha mais coragem para arriscar (Foto: Rodrigo Ruiz/Grande Prêmio)

O chefe da Ferrari também destacou que o teto orçamentário aumenta a importância das decisões tomadas durante o desenvolvimento. Uma direção que não apresenta resultado representa não apenas tempo perdido, mas também recursos que deixam de estar disponíveis para outras alternativas.

“Estou muito satisfeito com o que fizemos em termos de opções de desenvolvimento, porque, com o teto orçamentário, quando você segue uma determinada direção e ela não traz resultados, o impacto é negativo”, concluiu.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 4 a 6 de setembro, em Monza. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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