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Ex-Williams propõe testes coletivos em Barcelona durante hiato da F1 2026
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Ex-Williams propõe testes coletivos em Barcelona durante hiato da F1 2026

Riccardo Patrese defendeu que Fórmula 1 aproveite intervalo causado por adiamento dos GPs do Bahrein e Arábia Saudita para realizar testes visando melhora do regulamento técnico

Marcos Gil

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Riccardo Patrese sugeriu que a Fórmula 1 aproveite a pausa forçada no calendário para realizar novos testes coletivos visando melhorias no regulamento para o restante da temporada. O ex-piloto da Williams fez um apelo para que as equipes possam ir à pista para dar passos à frente no desenvolvimento dos motores, além de abrir oportunidade para recuperação de quem começou mal a temporada 2026.

A F1 enfrenta um hiato superior a um mês após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, cancelados por conta dos conflitos militares entre Estados Unidos, Iraque e Irã no Oriente Médio. As etapas estavam previstas para abril, e a paralisação deixou equipes e categoria diante de um cenário incomum.

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Para Patrese, uma forma de transformar o momento em algo positivo seria organizar um teste coletivo, preferencialmente no Circuito de Barcelona, abrindo a oportunidade para as equipes trabalharem no desenvolvimento dos carros além do ambiente de simulador.

“Acredito que FIA deveria dar às equipes a oportunidade de realizar mais testes, talvez em Barcelona. Os times precisam ser autorizados a ir para a pista, porque tudo bem usar simuladores, mas se você precisa testar algo importante, especialmente em relação aos motores, é necessário estar na pista. Essa pausa também pode ajudar os times que estão mais atrás a recuperar terreno”, afirmou.

Com a nova unidade de potência, que agora conta com uma divisão igualitária entre motor a combustão e a parte elétrica, os pilotos precisam adotar manobras contraintuitivas para conseguirem recuperar e utilizar energia da forma mais eficiente possível. Esse cenário, no entanto, tem sido alvo de muitas críticas, já que os carros dificilmente andam no limite, considerando que podem ficar sem bateria no meio de uma reta, por exemplo.

O acidente de Oliver Bearman no GP do Japão foi a gota d’água, com os competidores se unindo para exigir mais segurança. Desta forma, a Federação Internacional de Automobilismo (FIAanunciou que vai aproveitar o hiato de cinco semanas sem corridas para discutir possíveis mudanças.

Patrese demonstrou esperança de que o retorno da temporada, previsto para maio, traga uma F1 mais competitiva e com melhor desempenho geral dos carros.

“Espero que a partir de maio vejamos uma F1 melhor, especialmente com carros em que os pilotos possam usar o acelerador o tempo todo”, completou.

Fórmula 1 agora entra em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.

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