A busca de Felipe Massa pela reparação pelo Mundial de F1 2008 avançou na última quinta-feira (20), quando a Superior Corte de Justiça de Londres acolheu o caso que o brasileiro move contra F1, Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e Bernie Ecclestone. Poucas horas depois de o piloto se manifestar e celebrar o ocorrido, a FIA emitiu um comunicado minimizando a decisão e destacando “dificuldades” que Massa terá em comprovar a conspiração. Mas o brasileiro não se intimidou com a postura da entidade que rege o esporte e reforçou a luta por justiça. Felipe se mantém confiante no sucesso do caso.
“Não é bem isso [sobre o que disse a FIA], mas não me interessa nada essa resposta, o que me interessa é o trabalho que está sendo feito — isso é o mais importante. Acho que não tenho nem mais o que dizer sobre isso. Já falei muito sobre a luta que a gente vem fazendo por justiça. O que aconteceu comigo não é justo para ninguém que faz parte do esporte”, reiterou Massa em entrevista ao GRANDE PRÊMIO.
Após três semanas de deliberações, a justiça britânica acolheu o caso de Massa, que pede reparação do Mundial de F1 2008 com base no escândalo do GP de Singapura daquele ano, quando Nelsinho Piquet bateu propositalmente para ajudar o companheiro Fernando Alonso a vencer a corrida. O brasileiro não pede para que Lewis Hamilton tenha o título destituído, mas também ser reconhecido como campeão.
Além disso, a ação de Massa também conta com pedido de indenização de cerca de US$ 82 milhões (R$ 438,52 milhões, na cotação mais recente) por perdas financeiras e danos à reputação, além de um reconhecimento formal de que a FIA violou os próprios regulamentos.

Para o juiz do caso, Robert Jay, Massa tem uma “perspectiva real de sucesso” nas alegações de indução de quebra de contrato e conspiração — nas solicitações financeiras, portanto. O magistrado salientou, entretanto, que, embora a justiça possa conceder uma indenização ao brasileiro, “não se pode pedir ao tribunal que reescreva o resultado do Campeonato Mundial de Pilotos de 2008”.
Logo após a decisão da corte, Felipe declarou que “fizeram de tudo para impedir o processo, mas a nossa luta é por justiça e hoje demos um passo decisivo. A verdade prevalecerá no julgamento. Vamos investigar tudo a fundo. Cada documento, cada comunicação, cada evidência que revele a conspiração entre os réus será apresentada. Estou mais determinado e confiante do que nunca!”
Horas depois, a FIA também se manifestou e destacou que as acusações de Massa foram “significativamente reduzidas” após tópicos rejeitados pelo tribunal de Londres. O órgão expôs que as alegações de quebra de contrato e responsabilidade civil foram negadas por estarem prescritas, além do pedido de declarações — como uma admissão de erro — por parte da entidade do automobilismo, por supostamente falhar na investigação do Crashgate e violar os próprios regulamentos, o que poderia dar a Massa o Mundial de 2008. A FIA alegou ainda que a corte negou as solicitações por não existir “perspectiva real de que tais declarações fossem concedidas pelo Tribunal”.

Ao explorar a posição da federação no caso, Massa ressaltou que o acolhimento por parte do juiz Robert Jay mostrou que houve um entendimento que se trata de um episódio de injustiça. “Todo o problema que um piloto tem de erro, de batida, de quebra de motor, de erro nos boxes, de erro na largada… Todos esses problemas fazem parte do esporte. O que aconteceu comigo não faz parte do esporte. E a nossa luta é exatamente pelo o que tiraram de um piloto, que sonhou em estar naquele momento, em uma corrida que não faz parte do esporte. Isso tirou um título de um piloto, de um país, de uma equipe e dos fãs que fazem parte disso também”, explicou Felipe ao GRANDE PRÊMIO.
“Temos de lutar até o final. Para falar a verdade, não me interessa o que falam, mas o que é feito no caminho certo. E como disse antes, fiquei feliz que tem um juiz que analisou muito bem o caso e entendeu aquilo que aconteceu comigo não é justo”, finalizou.
A Fórmula 1 retorna neste fim de semana, de 28 a 30 de novembro, com o GP do Catar, 23ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Lusail para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
GP do Catar de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre | 10:30 | 12:30 | 14:30 | 15:30 |
| Classificação sprint | 14:30 | 16:30 | 18:30 | 19:30 |
| Corrida sprint | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Classificação | 15:00 | 17:00 | 19:00 | 20:00 |
| Corrida | 13:00 | 15:00 | 17:00 | 18:00 |
*Horário de Brasília
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