Pontos-chave:
- Punições decisivas: Colapinto recebeu um drive-through por não respeitar as bandeiras amarelas após o acidente de Verstappen, além de uma punição de 10s nas últimas voltas, o que comprometeu toda a corrida.
- Desempenho limitado do carro: A A526 chegou sem atualizações e com falta de ritmo, somado a duas paradas tardias nos boxes, o que o relegou ao fundo do pelotão e o impediu de ganhar posições de forma efetiva.
- Críticas à FIA: Após a corrida, Colapinto questionou a dureza das punições e a falta de critério dos comissários, destacando que a bandeira amarela foi acionada tarde e que a decisão foi excessiva para as condições da corrida.
Franco Colapinto teve um final complicado no GP dos Países Baixos, neste domingo (23). O argentino foi prejudicado por duas punições e paradas tardias nos boxes, que o relegaram ao fundo do grid. No final, Colapinto terminou em 14º e antepenúltimo entre os pilotos que completaram a prova em Zandvoort.
Após também se classificar em 14º no sábado (22), Colapinto fez uma boa largada e ganhou quatro posições na primeira volta, aproveitando as ultrapassagens nas primeiras curvas e o forte acidente de Max Verstappen na última curva.
O incidente, no entanto, também acabaria afetando o piloto #43, que recebeu um drive-through na relargada por não respeitar as bandeiras amarelas exibidas após o acidente do neerlandês, além de ter ultrapassado um carro durante o período de advertência que antecedeu a paralisação com bandeira vermelha.
Depois de cumprir a punição, caiu para a última posição e precisou iniciar uma recuperação a partir do fundo do grid. Seu desempenho, porém, foi prejudicado pela falta de ritmo da A526, que chegou ao GP da Holanda sem atualizações, e por duas paradas tardias nos boxes.
Nas últimas voltas, recebeu uma nova punição de 10s por outra infração sob bandeira amarela. Dessa forma, terminou em 14º, uma volta atrás de Lando Norris, vencedor da prova, e quatro posições atrás do companheiro de equipe, Pierre Gasly.
Após a corrida, Franco lamentou a punição e criticou os comissários da FIA, alegando que a punição na primeira volta foi excessiva e aplicada sem que o contexto completo da manobra fosse levado em consideração. Embora tenha destacado a boa largada e o avanço na primeira volta, reconheceu que não tinha ritmo suficiente para ganhar mais posições.
“Fiz uma boa largada, acho que uma das melhores do ano, e tive uma primeira volta muito boa, mas o drive-through comprometeu toda a corrida. Não tinha velocidade nas curvas e não conseguia acompanhar ninguém”, declarou.

“Foi uma punição muito dura para as condições de corrida que tínhamos. Embora seja preciso respeitar as regras, poderia haver um pouco mais de flexibilidade ou um critério melhor para tomar algumas decisões. A bandeira amarela foi acionada muito tarde e eu não podia frear no meio da reta ou abortar a ultrapassagem, era muito perigoso”, acrescentou.
“Estou muito frustrado, foi uma corrida muito complicada. Agora precisamos trabalhar para conseguir um resultado melhor na próxima etapa, em Monza, um circuito de que gosto muito e onde é sempre um prazer correr”, concluiu.
A Fórmula 1 voltará à ação entre 4 e 6 de setembro, com o GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026, que será disputado no circuito de Monza.
Perguntas frequentes (FAQ):
Por que Franco Colapinto foi punido durante o GP dos Países Baixos?
Ele recebeu um drive-through por não respeitar as bandeiras amarelas após o acidente de Verstappen, além de uma punição de 10s nas últimas voltas.
Como as punições e o desempenho do carro afetaram sua corrida?
A A526 não teve atualizações nem ritmo competitivo, e as punições o relegaram ao fundo da classificação, impedindo-o de somar pontos.
O que Colapinto achou das decisões da FIA?
Ele criticou a dureza das punições e questionou o critério dos comissários, destacando que a bandeira amarela foi acionada tarde e que as decisões foram excessivas.