Em uma temporada com apenas dois pódios conquistados em dez corridas, a Ferrari tem dificuldades para brigar pelos primeiros lugares e ainda luta com as dificuldades da SF-23 na Fórmula 1. E, na opinião do chefe da equipe, Frédéric Vasseur, o grande problema do time italiano não está nas atualizações levadas ao carro — ou na falta delas —, mas sim, na dificuldade de encontrar o acerto correto do monoposto para o fim de semana. Segundo ele, é o que impede a escuderia de extrair todo o potencial de sua máquina.
“Não tenho certeza de que [o problema] são as atualizações. Também é sobre o acerto durante o fim de semana”, analisou Vasseur. “Porque, com o desenvolvimento, em determinado momento, você terá uma espécie de crescimento com a atualização e vai ganhar 0s2 ou 0s3. Com o acerto e a preparação para o fim de semana, você consegue ganhar mais do que isso”, disse.
“Você não consegue levar atualizações para o carro em todos os finais de semana”, admitiu. “Teremos novas peças em breve, mas, novamente, se olharmos para as corridas recentes, acho que poderíamos ter feito um uso muito melhor do carro do que fizemos”, reclamou.

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Comentando sobre o ponto alto da equipe em 2023, Vasseur disse crer que o GP do Canadá representou o melhor fim de semana em termos de ritmo para os italianos. No entanto, com uma classificação bastante ruim, a equipe precisou ganhar muitas posições ao longo da corrida e não conseguiu brigar com Mercedes e Aston Martin pelo pódio.
“Acho que o melhor ritmo que tivemos, até agora, foi em Montreal”, avaliou. “Nós estragamos a classificação no Canadá, mas o ritmo, como um todo, foi muito forte — e saímos de décimo e 11º para lutar com segundo e terceiro colocados, que eram Hamilton e Alonso”, afirmou.
“Isso significa que, em ritmo puro, o melhor [fim de semana] foi em Montreal”, repetiu. “Mas é verdade que também marcamos bons pontos nos finais de semana com corridas sprint”, observou.

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Por fim, Vasseur abordou a próxima etapa do campeonato, na Hungria, no próximo fim de semana. Para o francês, além da adaptação do conjunto ferrarista ao traçado, o importante é fazer um bom trabalho desde sexta-feira (21) para encontrar o melhor acerto possível e extrair o máximo de ritmo do carro.
“Não é apenas uma questão de o conjunto se adaptar à pista. O acerto que você está fazendo, a preparação para o fim de semana, a sexta-feira, tudo isso é vital. E, em Budapeste, provavelmente será ainda mais, porque é tão difícil de ultrapassar que isso será crucial. Honestamente, é mais uma questão de extrair mais do conjunto que temos hoje do que mudar completamente o desenvolvimento ou o conceito do carro”, finalizou.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 21 e 23 de julho, com o GP da Hungria, em Hungaroring, 11ª etapa da temporada 2023. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento.