A Ferrari abriu a temporada 2026 na caça da Mercedes em termos de unidade de potência, já que a montadora alemã começou o ano com o motor mais forte do grid. Até certo ponto, os italianos contaram com ajuda do ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização) para melhorarem a performance, mas Frédéric Vasseur nunca imaginou que seria capaz de igualar essa disputa ainda neste ano.

No GP da Itália, disputado neste último domingo (6), a Ferrari reclamou bastante da falta de performance em retas e altas velocidades, duas características marcantes do traçado de Monza. O chefe da equipe até chegou a falar das dificuldades na distribuição de energia em uma pista com tantas retas, mas não se limitou a apenas essa reclamação.

Para Vasseur, ainda falta “potência pura” para o motor da equipe, mesmo com as novas homologações disponibilizadas pelo ADUO.

“Não quero entrar em detalhes, mas, quando tem falta de potência pura, começa a brincar com a distribuição da energia para tentar compensar em uma reta. Mas, se usa mais energia em algum lugar, com certeza vai usar menos em outro, e aí entra em uma espiral negativa ao tentar fazer isso enquanto está disputando posição”, analisou Vasseur após a corrida.

“Honestamente, não é uma questão de distribuição de energia. Acho que ela estava mais ou menos dentro do esperado. Até a McLaren estava fazendo alguns ajustes nisso na sexta-feira e na manhã de sábado. No fim das contas, falta potência pura para nós“, reconheceu o chefe da Ferrari.

“A realidade é que, se você perde X em Zandvoort, fica 0s2 ou 0s3 atrás. Estou usando letras porque vocês vão tentar extrapolar. Se perde um pouco menos que X em Monza, a diferença para a Mercedes é duas vezes maior”, explicou.

Frédéric Vasseur admite que ainda falta “potência pura” para a Ferrari (Foto: Rodrigo Ruiz / Grande Prêmio)

Mesmo com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) colocando a Red Bull/Ford como referência nas primeiras medições do ADUO, o consenso geral ainda é de que a Mercedes tem a unidade de potência mais forte do grid. Por isso, Vasseur comparou a performance do motor da Ferrari com a Mercedes.

Mesmo com as atualizações à disposição da Ferrari, a expectativa nunca foi de que a equipe fosse “recuperar terreno”, como seguiu explicando o dirigente francês. Vasseur, inclusive, pregou foco na próxima temporada para tentar cortar a vantagem da Mercedes, que não pôde ser reduzida dentro de apenas dois meses com a implementação do ADUO.

“No motor, o processo é muito demorado porque o prazo de produção das peças é longo e o teto de gastos não facilita. Você precisa produzir o motor para a temporada. Já estamos mais ou menos nessa situação e, se quiser começar a desenvolver, precisa produzir um novo lote de motores, e isso é complicado”, comentou Vasseur.

“Não esperávamos recuperar terreno com o ADUO 1 ou o ADUO 2. Estamos dando pequenos passos, mas é preciso ter em mente que, se consegue dar um pequeno passo no motor, mesmo que sejam alguns cavalos de potência, é um bom avanço no grid. Isso significa que agora teremos um novo motor no ano que vem. Com certeza, o objetivo é tirar essa diferença, e tirá-la o mais rápido possível, mas eu não esperava que, em dois meses, conseguiríamos recuperar a diferença para a Mercedes”, encerrou.

A F1 retorna já no próximo fim de semana, entre os dias 11 e 13 de setembro, com o GP da Espanha na nova pista urbana de Madri. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 14ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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