De olho nas concessões que permitirão ajustes na unidade de potência durante as temporadas 2026 e 2027 da Fórmula 1, a Ferrari foi buscar na Fórmula E reforço para integrar o departamento de motores. A pessoa em questão é Maxime Martinez, ex-engenheiro da Nissan e também com passagem pela Mercedes.
Martinez chegou a Maranello há poucos meses, após o desligamento da Nissan, equipe pela qual atuou como engenheiro de controle (responsável por desenvolver e monitorar toda a parte de gerenciamento de energia) por dois anos. Durante o período, conquistou o título do Mundial de Pilotos na temporada 2024/25, com Oliver Rowland.
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Antes, em 2023, o jovem francês trabalhou no departamento de motores da Mercedes — coincidentemente, a equipe referência com a chegada no novo regulamento da F1. Trata-se, portanto, de uma adição importante, visto que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) planeja divulgar após o GP de Miami, marcado para 3 de maio, o primeiro ranking das unidades de potência.
A partir daí entrará em cena as Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualizações (ADUO, sigla em inglês), regra que permitirá às montadoras com déficit de performance em relação ao melhor motor a possibilidade de até quatro modificações até 2027. No momento, a Ferrari calcula um déficit de 25 cv em relação à Mercedes.
Há, contudo, propostas de mudanças no regulamento em pauta, com chances de entrarem em vigor ainda este ano, e a maior preocupação gira em torno do gerenciamento da bateria. Os motores atuais possuem 50% da potência provenientes da parte elétrica, o que tem causado muitas reclamações e dores de cabeça nas equipes que não usam os propulsores da marca de Stuttgart.

Nesta terça-feira (14), a versão italiana do portal Motorsport divulgou mais detalhes sobre a concepção da unidade atual, produzida propositalmente com um turbo menor para colocá-la não só com o melhor sistema de largada, como também para ajudar na redução do peso por conta da distribuição da massa menor do radiador. O motor foi pensado para ser usado sempre em altas rotações, principalmente nas marchas mais baixas, para promover o armazenamento da energia, mas essa engenharia custou cerca 10 cv de potência que a Ferrari acreditou que poderia ser recuperada com a aerodinâmica.
Ainda de acordo com a publicação, a Ferrari trabalha com o GP da Bélgica, em julho, como data para estrear as atualizações a partir do ADUO comandadas pelo departamento de Enrico Gualtieri. Espera-se também um novo motor no Canadá, etapa que sucede o GP de Miami.
A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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