Para Frédéric Vasseur, as chances de a Ferrari conquistar a vitória no GP dos Estados Unidos deste domingo (25) foram aniquiladas com o resultado da classificação. De qualquer forma, o chefe da equipe celebrou o “bom passo à frente” dado pela escuderia italiana e se mostrou animado para encarar um desafio inédito no GP da Cidade do México da próxima semana.
Após dominarem os treinos livres em Austin, Charles Leclerc e Lewis Hamilton conquistaram apenas a quarta e quinta colocações no grid de largada. Ambos optaram por realizar duas paradas nos boxes, indo na sequência de pneus macios-médios-duros, diferentemente do que fez Andrea Kimi Antonelli, vencedor com a Mercedes, que começou com os médios e apenas trocou para os duros na volta 24.
No fim das contas, o monegasco conseguiu superar até mesmo Max Verstappen para garantir a segunda posição, voltando a colocar a Ferrari no pódio. O heptacampeão mundial, por sua vez, foi prejudicado pelo safety-car virtual acionado por Valtteri Bottas nas voltas finais e não teve tempo de ensaiar um ataque para cima do neerlandês da Red Bull, contentando-se com o quarto lugar.
“É verdade que o safety-car virtual talvez tenha impedido Lewis de tentar ultrapassar Max nas duas últimas voltas, mas, se nos faltou alguma coisa, foi consequência de termos largado em quarto e quinto. Era difícil imaginar que conseguiríamos fazer um trabalho melhor do que fizemos hoje. Vamos tentar novamente na próxima semana, mas precisaremos de uma classificação melhor para largar em uma posição mais favorável”, começou Vasseur nas entrevistas após a corrida.
“Nosso ritmo de corrida foi bom, e a estratégia também, porque estávamos entre fazer uma e duas paradas. Precisávamos ser agressivos, então optamos pela estratégia de duas paradas”, seguiu. Ao ser questionado se estava satisfeito com o resultado, visto que ambos terminaram no top-4, o chefe da Ferrari foi sincero.
“No meu trabalho, você só pode ficar satisfeito quando vence. Provavelmente, perdemos as duas voltas mais importantes do fim de semana: as duas últimas da Q3. Nosso melhor tempo foi registrado no Q2, mas precisamos aprender com isso para melhorar no próximo fim de semana. No geral, acho que demos um bom passo à frente em termos de desempenho puro e potencial, o que é positivo para as últimas corridas”, avaliou.

De olho no GP da Cidade do México, Vasseur admitiu que não sabe muito bem o que esperar.
“Bem, sinceramente, ninguém sabe, porque será o maior desafio em termos de refrigeração devido à altitude. Além disso, será a primeira vez que iremos ao México com um pacote de baixo downforce. Normalmente, usávamos asas grandes por lá, mas desta vez não será assim. Essa será a grande mudança: os pilotos terão de se adaptar e, no TL1, vamos ouvi-los reclamar da falta de aderência”, encerrou.
A Fórmula 1 volta já no próximo fim de semana, no Autódromo Hermanos Rodríguez, com o GP da Cidade do México, 19ª etapa da temporada 2026.