A Ferrari explorou o que pôde da SF-25 no GP de Abu Dhabi deste domingo (7) e encerrou a temporada 2025 somente com o quarto lugar no Mundial dos Construtores. E apesar das críticas feitas pelos pilotos ao desempenho do carro ao longo de todo o ano, Frédéric Vasseur, chefe da escuderia, minimizou a situação e disse que é normal que isso aconteça na Fórmula 1.
Na última corrida do calendário, Charles Leclerc finalizou em quarto e Lewis Hamilton em oitavo. O monegasco teve uma performance melhor na classificação e largou do quinto lugar no circuito de Yas Marina, enquanto o heptacampeão, que alcançou mais uma marca negativa na carreira, começou do 16º posto e precisou escalar o pelotão.
Questionado sobre o desempenho da dupla na coletiva de imprensa acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, Vasseur destacou a importância de encontrar o melhor ajuste logo no início e de tirar o maior proveito possível do tempo de pista. “Se o carro não está perfeito logo quando começamos, podemos rapidamente sair de quinto para o 14º lugar. Estamos falando de décimos de segundo, mas acaba virando um drama no geral. Mas graças ao trabalho feito em Maranello e na pista, a recuperação foi boa”, começou.
“Mas se perdemos uma ou duas sessões, deixamos na mesa alguns centésimos em duas ou três curvas — e isso já é suficiente para cair da segunda ou terceira posição, para quinto. Foi o que aconteceu com a gente neste fim de semana. Se tivéssemos começado melhor, conseguiríamos fazer uma classificação melhor. Talvez conseguiríamos 0s1, que hoje faz toda a diferença para Charles e Lewis. E não estou reclamando, pois o mesmo serve para todo mundo”, acrescentou.

Na sequência, o chefe da Ferrari foi questionado sobre o fato de os pilotos estarem constantemente reclamando do desempenho do carro e pedindo mudanças drásticas. “Eu ficaria arrasado se me dissessem que estamos fazendo um bom trabalho. De maneira resumida, o piloto sempre tenta encontrar os lugares onde a equipe pode melhorar”, respondeu.
“Faz parte do DNA deles — e do meu também — tentar pressionar a equipe para fazer um trabalho melhor. Os pilotos precisam vir até nós interessados em levar a equipe ao limite em todos os lugares, em cada área”, pontuou o francês.
“Já vi algumas notícias dizendo que recebemos um relatório dos pilotos pedindo mudanças. Sinceramente, nisso vocês são um pouco ingênuos, porque recebemos um relatório dos pilotos a cada corrida. Não tem nada de mágico quando o piloto envia um relatório para a equipe”, concluiu.
A Fórmula 1 volta no dia 9 de dezembro com os testes coletivos da pós-temporada, em Abu Dhabi.