A McLaren encaminhava mais uma vitória na Fórmula 1 2026 com Lando Norris no GP da Espanha do último domingo (13), mas viu o safety-car virtual surgir justamente em um momento em que não conseguia aproveitá-lo. Andrea Stella, chefe da equipe papaia, elogiou o trabalho da direção de prova em Madri, mas sugeriu mudanças no procedimento para garantir maior imparcialidade.
Norris largou na pole-position em Madri e mantinha boa margem na liderança quando, na volta 15, Lance Stroll parou na área de escape. A direção de prova, então, acionou o safety-car virtual no instante em que ele passara pela entrada dos boxes, tendo de dar uma volta completa no delta de velocidade até finalmente parar.
Andrea Kimi Antonelli, que vinha logo atrás, em segundo, conseguiu aproveitar a janela, assim como Max Verstappen, então terceiro colocado, e ambos ganharam a posição do #4, que ainda viu a McLaren se enrolar para trocar o pneu dianteiro direito. O britânico não conseguiu se recuperar e cruzou a linha de chegada na terceira posição. Ainda assim, Stella evitou culpar os comissários e enfatizou que fizeram um ótimo trabalho.
“Como em todas as ocasiões em que um safety-car ou um safety-car virtual tem grande influência em uma corrida, temos a oportunidade de analisar se podemos fazer as coisas de forma diferente. Mas isso não está sob a jurisdição dos comissários. O diretor de prova aplica as diretrizes e os regulamentos vigentes no momento da corrida que está comandando”, declarou o chefe do time papaia.

“Quando há uma situação como a que causou o safety-car virtual, a atenção do diretor de prova — e com razão — está em quando existem as condições para o acionamento e quando existem para a desativação. Não acho que ele fique olhando o que está acontecendo na corrida. Seria uma grande distração. Quanto à direção de prova, portanto, não há nada a comentar, porque acredito que eles fizeram um bom trabalho, dadas as regras atuais“, salientou.
Por outro lado, Stella ponderou se há meios de aumentar a imparcialidade do acionamento do safety-car virtual, seguindo a mesma linha de raciocínio de Norris, que pediu mudanças no procedimento.
“Talvez a F1 devesse considerar se mantém as coisas como estão ou se introduz medidas para garantir maior justiça. Mas também não tenho certeza do que seria a coisa certa a fazer. Deveríamos garantir uma duração suficiente para que todos sejam submetidos às mesmas condições de pista, por exemplo, que o safety-car virtual dure pelo menos uma volta completa, ou deveríamos deixar a decisão nas mãos dos comissários, com o resultado de que às vezes se tem sorte e às vezes não?“, questionou.
Por fim, o chefe da McLaren reforçou que tomaram a decisão certa ao parar na volta 16, mesmo com o risco da corrida voltar à bandeira verde.
“Lando me disse, na volta seguinte à parada nos boxes, que estávamos fortes demais. Fomos 2s mais rápidos do que deveríamos ter sido para vencer a corrida, o que é obviamente um paradoxo. Pensamos em permanecer na pista, mas também precisamos aceitar o fato de que, naquele momento, estávamos com pneus médios relativamente gastos e que, atrás de nós, havia pilotos com compostos duros novos. Norris nunca conseguiria recuperar terreno suficiente. Portanto, tivemos que, de alguma forma, aceitar que aquela era a decisão certa a ser tomada”, finalizou.
Agora, a Fórmula 1 faz uma pausa neste fim de semana e volta entre os dias 24 e 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporada.