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Ferrari vê “grandes implicações” e pede rigor à FIA por teto de gastos: “Senão, game over”
F1

Ferrari vê “grandes implicações” e pede rigor à FIA por teto de gastos: “Senão, game over”

Diretor-esportivo da escuderia italiana, Laurent Mekies afirmou que FIA precisa aplicar medida exemplar a Red Bull e Aston Martin pelas possíveis brechas no limite orçamentário de 2021. Afinal de contas, se isso não acontecer, um precedente danoso à F1 estará aberto

Felipe Leite

Publicado em

A Fórmula 1 vive a expectativa das punições (ou falta delas) a serem atribuídas a Red Bull e Aston Martin, por possíveis brechas no cumprimento do teto de gastos na temporada de 2021 da principal categoria de automobilismo do mundo. Ferrari e Mercedes são as equipes mais vocais nas declarações contra as violações no limite orçamentário.

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Segundo informação da revista alemã Auto Motor und Sport, a FIA investiga a possibilidade de Red Bull e Aston Martin terem ultrapassado o limite de US$ 145 milhões (R$ 782 milhões, na cotação atual) durante a temporada 2021, que marcou o título de Max Verstappen. A informação sobre o estouro do teto de gastos começou a correr no paddock da F1 pouco antes dos treinos livres de sexta-feira, em Singapura, depois da matéria publicada pela revista. A entidade, já em posse dos relatórios financeiros de 2021 de todas as equipes, pretende divulgar os resultados de sua avaliação nesta quarta-feira (5).

Diretor-esportivo da Ferrari, Laurent Mekies — que já havia pedido para que o órgão regulador aplique “punição máxima” em caso de infração — voltou a, diretamente, pressionar a Federação Internacional de Automobilismo quanto ao tema.

Red Bull foi acusada de ultrapassar o teto de gastos (Foto: Red Bull Content Pool)

“Este é um teste vital para o teto de gastos. E, como dissemos, se não passarmos neste teste, provavelmente será ‘game over’ — porque as implicações disso serão gigantescas”, começou a falar o representante da escuderia italiana.

“Devemos falar sobre punições agora? Provavelmente não. Eu sei que é provavelmente o que os fãs querem ver e nós respeitamos isso. Mas, na verdade, está muito cedo em todo o processo para falar disso. Provavelmente um aspecto ainda mais importante disso é: há uma violação? Concordamos com a entidade sobre a violação e isso, como resultado, confirma a regra que todos estão obedecendo? Então, acho que o que é muito crucial agora é que a FIA aplique totalmente as regras como estão escritas agora. E, depois, a punição é uma questão diferente”, completou Mekies.

A preocupação da Ferrari com a falta de uma sanção mais severa é abrir um precedente. E, quanto a isso, a escuderia italiana não tem qualquer tipo de dúvida sobre como as regras devem ser aplicadas pela entidade que regula o esporte.

A Aston Martin também está na mira (Foto: Aston Martin)

“Pelo menos para nós, não há dúvida sobre qual é a interpretação do que fizemos, porque há discussões contínuas com a FIA. E acho que é assim que o processo deve ser. Então, depois, é claro, você tem aquela verificação final da qual estamos falando agora, que todos estamos esperando. Mas, na verdade, vemos muito pouco espaço para surpresas, na maneira de como debatemos sem parar nos últimos dois anos [com a FIA]”, apontou o diretor-esportivo.

O regulamento atual diz que uma violação de menos de 5% do valor do teto orçamentário antes fixado em US$ 145 milhões (R$ 782 milhões, na cotação atual) — que hoje representa cerca de US$ 7,2 milhões (R$ 38 milhões) — é vista como sendo de menor peso, podendo acarretar em multa. Valores maiores podem gerar sanções mais graves, como dedução de pontos em ambos os campeonatos (Pilotos e Construtores), suspensão de uma ou de mais etapas do calendário, limitações em testes aerodinâmicos ou mesmo a exclusão do campeonato.

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“Se você pensar no nível de restrições que foram impostas às grandes equipes, perceberá quanto tempo de volta haverá se você não as aplicar (regras do teto de gastos) rigorosamente. Estamos muito limitados e, portanto, qualquer milhão, qualquer descumprimento que você permitir no limite orçamentário, se transformará em alguns décimos de segundos no carro”, finalizou Mekies.