A forte batida de Charles Leclerc durante o GP da Itália não causou perda total no motor atualizado da Ferrari, mas a equipe avalia a possibilidade de realizar a troca do componente no GP do Azerbaijão. O momento da mudança é estratégico, já que, embora tenha de largar no fim do grid, a pista de Baku conta com pontos de ultrapassagem que podem permitir uma recuperação do monegasco.
A informação é da versão italiana do portal Motorsport. De acordo com a publicação, a unidade de potência utilizada por Leclerc durante a batida no GP da Itália foi recuperada. O monegasco bateu a 230 km/h na Parabólica, em um impacto de aproximadamente 50G.
Como não foram detectadas anormalidades nos sensores, a Ferrari decidiu que Leclerc utilizará a mesma unidade de potência durante o TL1 do GP do Azerbaijão. Caso o equipamento funcione normalmente, ele seguirá no carro para os TL2 e TL3. Porém, uma nova versão do motor, também equipada com a segunda atualização do ADUO, será instalada para a classificação.
Após o GP da Espanha, inclusive, o chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, afirmou em entrevista à emissora francesa Canal+ que, em breve, Leclerc teria de realizar uma nova troca de componentes.

“Veremos quando teremos que aceitar a punição de motor com Charles, mas acho que Baku deve correr muito bem”, disse o chefe da Ferrari.
A troca completa do motor faria com que Leclerc fosse punido com a perda de posições no grid e tivesse de largar do fundo do pelotão no GP do Azerbaijão. A Ferrari, no entanto, acredita que o monegasco teria condições de se recuperar ao longo da prova, principalmente por causa da longa reta principal, considerada um dos principais pontos de ultrapassagem do circuito.
Agora, a Fórmula 1 faz uma pausa neste fim de semana e volta entre os dias 24 e 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporada.