A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou que discute possíveis mudanças no procedimento de largada da Formula 1 durante reunião da Comissão da F1 realizada nesta quarta-feira (18), no Bahrein.

A FIA emitiu um comunicado após conversa com as equipes e garantiu que analisará possíveis alterações para mitigar o risco de acidentes nas largadas. “Houve conversas construtivas e propostas centradas no procedimento de largadas durante a reunião da Comissão da F1. Como resultado, serão avaliadas atualizações nos sistemas de prova e dos carros ao longo dos testes no Bahrein”, disse a entidade.

Segundo informações da emissora britânica Sky Sports, a principal mudança em análise pela FIA envolve ampliar o intervalo entre o momento em que o último carro se posiciona no grid e o acendimento — e posterior apagamento — das luzes que autorizam a largada. O objetivo seria dar tempo adicional para que os novos sistemas de motor e gerenciamento eletrônico estejam plenamente preparados para a partida.

O procedimento de largada tem virado alvo de discussão no paddock. Isso porque as mudanças feitas na arquitetura da unidade de potência de 2026 fazem com que os competidores levem muito mais tempo para colocar os carros na configuração ideal para começar a prova.

Andrea Stella foi um dos primeiros a levantar preocupação com largadas na F1 2026 (Foto: McLaren)

Tudo isso devido à remoção do MGU-H, que ajudava a encher o turbo em conjunto com o motor de combustão interna, cobrindo o chamado ‘turbo lag’ — atraso na resposta do motor entre pisar no acelerador e a turbina atingir pressão — até que o MGU-K entrasse em ação.

Sem esse dispositivo, o motor de combustão interna e o turbocompressor passam a cuidar da fase inicial do processo de largada, dando às equipes menos controle sobre a inércia do turbo e diminuindo a capacidade de manter a rotação até que o MGU-K comece a funcionar.

Por isso, durante as simulações de largada no Bahrein, foi possível perceber que os pilotos levaram consideravelmente mais tempo para preparar os carros para a largada em comparação com a geração anterior. Desta forma, caso um competidor demande um intervalo maior de tempo para deixar o grid quando os luzes se apagarem, há um risco enorme de acidentes mais sérios.

Caso confirmada, a alteração pode já entrar em vigor no GP da Austrália, etapa de abertura da temporada. Até lá, as simulações de largada realizadas ao fim das sessões no Bahrein devem ser observadas com atenção redobrada, já servindo como parte da avaliação prática das possíveis mudanças.

A Fórmula 1 realiza a segunda bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026 de 18 a 20 de fevereiro, no Bahrein. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO e EM TEMPO REAL e traz a análise ao final de cada dia no BRIEFING.

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