A FIA vive a expectativa da possibilidade de chegada de uma 11ª equipe na Fórmula 1 a partir de 2026. Com 10 times no grid desde 2017, o Mundial abriu um ‘processo seletivo’ para receber uma nova escuderia. A Andretti, em parceria com a Cadillac, talvez seja o pedido mais notório até aqui, mas os times do grid atual apresentam uma resistência a uma chegada por conta da distribuição de dinheiro.
Nesta segunda-feira, a equipe inglesa Hitech, presente nos grids de F2 e F3, confirmou que tem interesse em entrada no grid. Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem é um dos maiores defensores do 11º time, mas detalhou as dificuldades do processo e as conversas com a Fórmula 1.
“Existem algumas equipes querendo entrar. Estamos felizes por expressarem interesse. Estamos trabalhando com a FOM e Stefano Domenicali [CEO da F1]. Isso é muito importante para fazer a devida diligência. E eles percebem que a FIA também é uma das principais parceiras nisso. E ambos concordamos que para ter uma nova equipe, não podemos forçar os outros times a dizerem ‘sim’ ou ‘não’. Cabe a eles. Você vê o que já fizemos: foi uma transição do que eles fizeram”, disse Sulayem em entrevista ao site GrandPrix247.

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Mohammed também comentou sobre a preocupação financeira das equipes. Apesar de entender, o presidente espera que os times respeitem o fato de que a FIA não está quebrando regras para aceitar a 11ª escuderia.
“Entendo a preocupação dos times. É algo importante. Nós, na FIA, temos essa preocupação. Quando falamos sobre manifestação de interesse, ainda existem regras e não podemos fechar o pedido dizendo não, porque temos outra chance e não podemos dizer ‘não’ se eles preenchem os requisitos. Entendo as preocupações das outras equipes, mas não estamos quebrando as regras”, seguiu.
“E esperaria que eles entendessem nossa posição quando se trata disso também. É assim que podemos avançar juntos. Como disse, entendo, mas também tenho certeza que eles vão entender nossa posição. Uma coisa que não farei é de quebrar as regras”, concluiu.