A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) estuda a possibilidade de aplicar sanções mais severas aos pilotos que provocarem bandeiras amarelas ou vermelhas durante as classificações, atrapalhando as voltas rápidas dos rivais. A questão ganhou ainda mais força após as fortes reclamações de Alexander Albon contra Fernando Alonso durante o fim de semana em Baku.
Na sessão que definiu o grid de largada no último sábado, o piloto da Williams acusou o bicampeão de ter freado muito cedo num determinado ponto da pista ainda no Q1, escapando do traçado de propósito. “Esse cara precisa ser penalizado, é ridículo”, disparou o tailandês pelo rádio.
A direção de prova chegou a conduzir uma investigação informal sobre o incidente, ouvindo tanto o diretor esportivo dos franceses, Alan Permane, quanto o chefe da equipe, Otmar Szafnauer, mas o assunto não terminou em punição. Alonso, por sua vez, disse que “o Q1 foi um caos generalizando”, explicando que havia cometido um erro por conta dos pneus usados.
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Em Mônaco, etapa anterior, Max Verstappen também ventilou sobre a aplicação de penalizações aos que atrapalhassem as voltas rápidas dos adversários. O holandês foi o principal prejudicado com a batida de Sergio Pérez e Carlos Sainz na entrada do túnel em Monte Carlo, perdendo a chance de melhorar o tempo e brigar pela pole-position.
O regulamento esportivo da F1 possui um artigo que diz que “os pilotos devem fazer todos os esforços razoáveis para usar a pista em todo o tempo e não podem sair dela sem uma razão justificável”. O apêndice L do Código Desportivo Internacional da FIA, que se aplica à conduta de pilotagem, reitera na mesma linha: “Os pilotos devem usar a pista o tempo todo e não podem sair dela sem um motivo justificável.”
Cabe, portanto, aos comissários o julgamento sobre os incidentes, podendo, por exemplo, excluir um ou até mesmo todos os tempos de volta do piloto envolvido, caso a infração se enquadre no que é determinado pelo regulamento. E se for de comum acordo entre a FIA e a direção de prova sobre o endurecimento das regras, os pilotos já seriam avisados sobre possíveis sanções no GP do Canadá, que acontece neste fim de semana.
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Um dos casos mais notórios envolvendo saídas propositais de pista para atrapalhar a classificação aconteceu no GP de Mônaco de 2006. Na época, Michael Schumacher fez o melhor tempo, mas parou de forma abrupta na Rascasse, causando bandeira amarela no fim da sessão e impedindo Fernando Alonso, principal rival naquele ano, de brigar pela pole-position. Os comissários, no entanto, entenderam que o piloto da Ferrari errou de propósito, e Schumacher largou em último.
Um incidente semelhante ocorreu no mesmo local em 2014, quando Nico Rosberg escapou na Mirabeau, frustrando as chances de Lewis Hamilton de ser o mais rápido na classificação. Mas ao contrário do que aconteceu ao compatriota, o piloto da Mercedes não foi punido.