Diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Nikolas Tombazis se manifestou para justificar a escolha da Fórmula 1 em manter a obrigatoriedade de dois pit-stops para o GP de Mônaco de 2026. O dirigente reconheceu que a medida não é a ideal e, por isso, pediu às equipes para que se manifestem e proponham uma solução tendo em vista os próximos anos.

A nova regra de duas visitas aos boxes veio em reação ao que aconteceu na edição de 2024. Na ocasião, Sergio Pérez e os carros da Haas bateram forte logo depois da largada e provocaram bandeira vermelha. Como resultado, todos, então, aproveitaram para trocar os pneus médios pelos duros, e vice-versa, para que não houvesse mais a necessidade de ter de substituir a borracha novamente. Por fim, os pilotos correram em ritmo mais lento que o habitual até a linha de chegada.

O anticlímax que marcou a vitória de Charles Leclerc em casa foi alvo de uma avalanche de desaprovação, e a F1 decidiu exigir que houvesse, no mínimo, mais uma parada em 2025, independentemente de situações em bandeira vermelha. A intenção era justamente trazer algum elemento de incerteza, mas o que se viu este ano foi exatamente o contrário: algumas equipes, como Racing Bulls e Williams, usaram um dos pilotos como escudo, segurando o pelotão, enquanto o outro cumpria a obrigatoriedade.

Reclamações à parte, a regra foi aprovada por votação eletrônica na última reunião do Conselho Mundial de Automobilismo e adicionada no regulamento esportivo de 2026. O artigo 6.3.6 diz o seguinte: “Para a corrida em Mônaco, cada piloto deve usar pelo menos três jogos de pneus de qualquer especificação durante a corrida.”

Diretor da FIA, Nikolas Tombazis justificou manutenção de obrigatoriedade em Mônaco (Foto: Planet F1)

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“Antes de tudo, não achamos que o que vimos neste ano seja necessariamente algo a ser repetido ou algo a ser almejado. Há uma questão a ser resolvida”, disse Tombazis em entrevista ao site da revista inglesa Autosport. “No momento, as regras de 2026 ainda incluem duas paradas nos boxes para Mônaco, mas estamos em agosto e a corrida acontece em junho do ano que vem. A intenção é discutir isso mais a fundo no Comitê Consultivo de Esportes”, acrescentou.

“Sempre foi nossa intenção ver o que pode ser feito. Claramente há um problema com o circuito, no sentido de que ultrapassar é quase impossível, se não for realmente impossível. Essa é a causa raiz desses problemas, e não se há uma ou duas paradas ou algo assim. Isso sempre foi um aspecto secundário, na minha opinião”, continuou.

“Está claro que o pedido às equipes é que sejam criativas e propositivas. Nós, da FIA, ainda não estamos convencidos de nenhuma solução específica. Se houver propostas que melhorem a situação, estamos abertos a apoiá-las. Esse é um dos tópicos que será discutido com o Comitê Consultivo de Esportes e com a Comissão da F1 nas próximas reuniões”, encerrou o diretor da FIA.

Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.