Produtor-técnico da Fórmula 1, Justin Laurie avaliou que é preciso ser “editorialmente cuidadoso” antes de divulgar dados biométricos dos pilotos durante as corridas. Ainda assim, o produtor fez um balanço positivo dos testes feitos com monitores cardíacos.
Desde o GP da Áustria, a F1 testa monitores cardíacos nos pilotos da Fórmula 2. Os dados foram utilizados em um novo gráfico, que indica nível de intensidade. A categoria assume, porém, que nem todos os pilotos podem se sentir confortáveis em ter os dados biométricos revelados ao público.

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“Obviamente, existe um elemento de que você precisa ser editorialmente cuidadoso com a forma como apresenta estes dados. Eles precisam ser apresentados da maneira certa e contar uma história”, disse Laurie ao site Motorsport.com. “Cada piloto é diferente, e todo mundo é fisicamente diferente, então temos de levar tudo isso em consideração quando estamos tomando decisões sobre a maneira como vamos usar esses dados. Mas, fundamentalmente, é uma nova e empolgante área para nós. Isso é o principal”, seguiu.
O produtor avaliou que a exibição do monitoramento cardíaco pode, inclusive, impactar a competitividade da Fórmula 1.
“Suponho que sempre há potencial de que este seja o caso. Sei que as equipes ficam de olho nas telas e no que está acontecendo. Acho que tudo tem uma vantagem, então qualquer informação pode ser útil para uma equipe”, observou Laurie. “Vamos ter de usar da maneira correta. Tomara que, editorialmente, a gente encontre a abordagem certa e o equilíbrio certo. Mas acho que o principal é dar à audiência uma nova visão de como o piloto está se sentindo. Vamos ver onde isso nos leva no futuro, principalmente na F1”, continuou.
“O que se vê no pacote da F2 pode não ser o que será de fato produzido para a F1. Ainda estamos desenvolvendo a tecnologia e os dados. Tomara que esse novo pedaço de informação crie mais engajamento e empolgação para os momentos na pista”, falou.
O produtor destacou, também, que a F1 ficou encorajada com as primeiras reações ao novo gráfico.
“Acho que todos foram muito positivos. Internamente, trabalhamos muito para alcançar esse resultado. Tentamos com dois pilotos [Frederik Vesti e Theo Pourchaire]. Estamos vendo como aumentar isso na F2 se pudermos e aí preparar para a F1. Tomara que nos dê um bom momento para lançarmos isso na F1. No fim, é a nossa meta”, completou.
Líder da F1, Vesti testou a tecnologia na Áustria e avaliou que foi interessante ver o uso dos dados.
“Assisti 10s da corrida onde vi meus batimentos cardíacos subirem enquanto eu fazia uma ultrapassagem. Achei bem legal”, contou Vesti. “Acho que precisa desenvolver um pouco mais em relação a maneira como você se sente quando está [com o monitor], mas é um ponto de partida realmente bom”, considerou.
“Para ser sincero, acho que é uma boa adição para os fãs. Eles podem ver o tipo de pressão a que você está sendo submetido. Não é só pressão física, é também mental. E acho que isso é mostrado muito bem”, encerrou.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 21 e 23 de julho, com o GP da Hungria, em Hungaroring, 11ª etapa da temporada 2023. E o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.