Franco Colapinto admitiu que o primeiro dia dos testes coletivos da Fórmula 1, realizados no Bahrein, não foi nada fácil, já que precisou lidar com problemas na A526. No entanto, ainda que afirme que a Alpine “tem muito a melhorar” se quiser ser realmente competitiva em 2026, o argentino mostrou confiança na capacidade da equipe de evoluir nos próximos dias.
Após completar 28 voltas pelo período da manhã, o dono do #43 cravou 1min40s330 como melhor tempo e encerrou a quarta-feira (11) na 18ª posição — mais de 5s6 atrás da marca de Lando Norris, que assumiu o MCL40 na parte da tarde e colocou a McLaren no topo da classificação. Companheiro de equipe, Pierre Gasly percorreu quase o dobro da quilometragem e finalizou em oitavo.
Em coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, Colapinto atribuiu o baixo desempenho aos problemas com o carro e apontou as dificuldades de adaptação ao novo regulamento. “Tivemos alguns problemas pela manhã. Não dei muitas voltas, mas isso faz parte dos testes, e faz parte dos carros novos e das coisas dos carros novos. Estamos aprendendo todos juntos e, com sorte, podemos evoluir e não deixar que isso aconteça novamente”, começou.
Ao ser questionado sobre o tempo reduzido de pilotagem, já que foi quem menos completou voltas no circuito de Sakhir, o argentino destacou a importância de explorar o máximo do carro para entender as limitações . “É diferente. Precisamos esperar para ver. O processo é diferente. Estamos optando por tentar aprender o máximo possível e maximizar as voltas que estamos fazendo”, explicou.

“Ainda há muito a ser descoberto e muito a ser melhorado em todas as equipes e em todos os carros, então é muito cedo para dizer se gosto ou não gosto. Há muitas outras coisas por vir e tenho certeza de que isso vai mudar a forma como os carros reagem e como pilotamos. Não é nem de longe tão semelhante ao carro do ano passado como se poderia esperar, mas estamos aprendendo juntos, tentando aproveitar ao máximo”, enfatizou.
“É mais lento nas curvas, então acho que essa sensação de não conseguir virar tão rápido e ter tanta aderência quanto antes é um pouco estranha”, pontuou Colapinto. “As unidades de potência também são complicadas. São muito diferentes do ano passado em termos de gerenciamento de energia, então é tudo muito novo”, encerrou.
A Fórmula 1 realiza o dia 2 de testes coletivos nesta quarta-feira (12), no Bahrein, das 4h às 13h (de Brasília, GMT-3). As atividades desta primeira bateria vão até sexta-feira (13). O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura IN LOCO com o repórter Leonid Kliuev.
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