A terça-feira (30) colocou Rafael Câmara mais perto de conquistar uma vaga na Fórmula 1 em 2027. A Haas confirmou a saída de Esteban Ocon ao fim da temporada, abrindo espaço para a promoção do brasileiro, atual líder da Fórmula 2.
Enquanto o mercado movimentou os bastidores, as equipes começaram a preparação para o GP do Bahrein, transferido para Sepang. A Mercedes revelou uma pintura especial, Max Verstappen relembrou a relação vitoriosa com o circuito e Lando Norris previu uma corrida caótica na Malásia.
Câmara fica a um passo da Fórmula 1
A Haas anunciou que Ocon não continuará na equipe depois do encerramento da temporada. O comunicado agradeceu pelas “contribuições significativas” do francês durante a passagem pelo time, mas confirmou a abertura de uma das vagas para 2027.
A decisão colocou Câmara em posição privilegiada. O brasileiro lidera a Fórmula 2 e possui o apoio de Gene Haas para chegar à categoria principal. O GRANDE PRÊMIO apurou que Leonardo Fornaroli já foi informado de que não está mais na disputa.
Assim, Câmara ficou a um passo da F1 e tem somente Ryō Hirakawa como adversário teórico pela vaga. O japonês trabalha como piloto reserva da Haas e possui experiência em treinos livres e testes com carros da categoria.
James Robinson, chefe da Invicta, reforçou o apoio ao brasileiro e afirmou que nunca conheceu um piloto tão talentoso quanto Câmara.
Evelyn Guimarães e Gabriel Carvalho também analisaram a possível promoção. Os jornalistas do GRANDE PRÊMIO classificaram Câmara como um piloto “mais regular” e consideraram que uma vaga na Haas seria justa pelo desempenho apresentado na F2.
O assunto ainda foi o destaque do TT GP, que discutiu como a saída de Ocon abriu definitivamente o caminho para Câmara na F1 em 2027.

Ocon garante que carreira na F1 não terminou
Ocon reconheceu a despedida da Haas, mas rejeitou a ideia de que deixará definitivamente o grid. O francês afirmou que a saída “não é o fim” de sua carreira na Fórmula 1.
O vencedor do GP da Hungria de 2021 ainda não possui lugar confirmado para 2027. A dificuldade está na disponibilidade reduzida de assentos e na preferência das equipes por jovens ligados às respectivas academias.
A situação também gerou um debate sobre o rendimento do piloto. Vicente Soella avaliou que Ocon desperdiçou oportunidades na Haas, mas ainda merece a F1 mais do que outros nomes do grid.
Névoa e má qualidade do ar preocupam Malásia e Singapura
A Fórmula 1 retorna à Malásia nove anos depois da última passagem por Sepang, mas as condições ambientais passaram a exigir atenção. Malásia e Singapura enfrentam névoa e piora da qualidade do ar às vésperas das duas etapas.
A fumaça está relacionada a incêndios florestais e pode afetar a visibilidade, além de provocar riscos respiratórios. A F1 acompanha a situação antes do início das atividades de pista.
O calor e a umidade também formam parte do desafio. Sepang possui curvas longas, altas cargas laterais e condições físicas particularmente exigentes para os pilotos.

Norris prevê corrida caótica em Sepang
Norris espera um fim de semana imprevisível no GP do Bahrein. O britânico comparou a atmosfera da volta a Sepang ao GP da Itália e afirmou que a prova pode ser “caótica” por causa das características do circuito e das condições climáticas.
A possibilidade de chuva, o calor intenso e a falta de referências recentes aumentam as dúvidas. Mais da metade do grid atual nunca disputou uma corrida de F1 na pista malaia.
Hadjar está entre os estreantes. O piloto da Red Bull adotou uma postura cautelosa e afirmou que pretende “evoluir passo a passo” durante o fim de semana em Sepang.
Verstappen destaca boa fase na F1 no retorno à Malásia
Verstappen possui uma ligação especial com Sepang. O neerlandês venceu a última corrida realizada na Malásia, em 2017, poucos dias depois de completar 20 anos.
Ao projetar a nova passagem pela pista, Verstappen destacou as “boas lembranças” e demonstrou confiança em outro resultado positivo.
A comparação entre os dois períodos revela uma Fórmula 1 profundamente diferente. A análise de Sepang em 2017 e 2026 mostra como mudaram pilotos, equipes, motores e regulamentos.
Fora das pistas, o mundo também vivia acontecimentos marcantes naquele fim de semana. A última passagem da categoria pelo país coincidiu com o referendo catalão, a situação política de Michel Temer, a discussão entre Neymar e Edinson Cavani no Paris Saint-Germain e a repercussão do cancelamento de Lady Gaga no Rock in Rio. A retrospectiva recorda os assuntos que dominavam as notícias quando a F1 esteve pela última vez na Malásia.

Mercedes apresenta pintura especial para a Malásia
A Mercedes preparou uma identidade visual diferente para celebrar o retorno ao país de sua principal patrocinadora. A equipe divulgou uma pintura especial relacionada à Petronas, parceira desde a entrada da montadora no campeonato como equipe de fábrica.
O lançamento ocorre em um momento decisivo. Andrea Kimi Antonelli lidera o Mundial de Pilotos, enquanto George Russell reduziu a diferença ao vencer o GP do Azerbaijão.
Ferrari sofre com problemas técnicos e operacionais
A situação da Ferrari também permaneceu em debate depois da passagem por Baku. Evelyn Guimarães avaliou que a equipe enfrenta dificuldades técnicas e operacionais, além de decisões que comprometeram a evolução do SF-26.
Segundo a jornalista, as escolhas realizadas pela Ferrari impediram o desenvolvimento adequado do carro. Lewis Hamilton e Charles Leclerc enfrentaram perda de competitividade nas últimas etapas e não conseguiram acompanhar o avanço da Mercedes.
Pérez alerta para diferenças perigosas de velocidade
Sergio Pérez voltou a chamar atenção para a diferença de velocidade entre os carros em determinados momentos das corridas. O mexicano revelou que levou um susto com Liam Lawson em Baku e classificou o contraste de rendimento como perigoso.
Pérez explicou que a redução da energia elétrica no fim das retas pode provocar mudanças bruscas de velocidade. O piloto pediu atenção da FIA depois de quase se envolver em um acidente com Lawson no Azerbaijão.

Cadillac identifica avanço no controle dos freios
Valtteri Bottas apontou uma evolução importante da Cadillac depois dos testes realizados nas últimas etapas. A equipe conseguiu reduzir a temperatura dos freios, um dos pontos de preocupação do projeto em sua temporada de estreia.
Segundo Bottas, o controle térmico representa um avanço para a Cadillac, especialmente antes de uma corrida marcada por calor e umidade elevados em Sepang.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP do Bahrein, em Sepang, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP do Bahrein na Malásia de F1: veja os horários no Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
Sábado (3)
- TL3: 01:30
- Classificação: 05:00
Domingo (4)
- Corrida: 04:00
Horários em Cabo Verde
Sexta (2)
- TL2: 07:00
Sábado (3)
- TL3: 03:30
- Classificação: 07:00
Domingo (4)
- Corrida: 06:00
Horários em Portugal e Angola
Sexta (2)
- TL2: 09:00
Sábado (3)
- TL3: 05:30
- Classificação: 09:00
Domingo (4)
- Corrida: 08:00
Horários em Moçambique
Sexta (2)
- TL2: 10:00
Sábado (3)
- TL3: 06:30
- Classificação: 10:00
Domingo (4)
- Corrida: 09:00
*Horários de Brasília
F1 hoje: perguntas frequentes
Quando é a próxima corrida da F1?
A próxima corrida será o GP do Bahrein, no domingo, 4 de outubro de 2026, às 4h de Brasília. Apesar do nome, a etapa será disputada em Sepang, na Malásia. Veja os horários do fim de semana.
Onde assistir ao GP do Bahrein de F1 no Brasil?
Treinos, classificação e corrida terão transmissão pelo sportv3, Globoplay e F1 TV. A prova não será exibida na TV aberta. O GRANDE PRÊMIO fará cobertura em tempo real e segunda tela da classificação e da corrida. Confira as opções de transmissão.
Quem lidera o campeonato da F1 2026?
Kimi Antonelli lidera com 302 pontos. George Russell é o segundo, com 236, após vencer no Azerbaijão e reduzir a diferença para 66 pontos. Entenda a disputa na Mercedes.